15.7.17

Únicas histórias

Um post sobre primeiros beijos, Chimamanda Ngozi Adichie e narrativas romantizadas.

Para Dani,
Que disse que precisava... 

Passei toda a pré-adolescência e parte da adolescência esperando pelo momento que eu ia parar de ser a diferente da turma e daria meu primeiro beijo. Até que aconteceu, começou e acabou e eu fiquei procurando os fogos de artifício que os livros sempre falaram, enquanto eu só me sentia NERVOUSE. Eu passei muito tempo até entender e aceitar que o problema não era eu, que não tinha sido uma má experiência e que depois seria como "é para todo mundo". Eu passei a ter certeza que os livros, filmes e tudo o mais mentem muito e eu tinha outras pessoas para confirmarem isso.

Como nenhuma verdade é inabalável, anos depois cá estou eu lendo sobre uma pessoa que se sentiu assim(!!!) na vida real (!!!!)

O que me levou ao perigo das únicas histórias. Eu não sou o problema, e os livros não estão mentindo, tão pouco. Sendo assim, o problema é que todos os livros onde primeiros beijos entre duas pessoas que se gostam acontecem, (sejam o primeiro da vida, ou o primeiro com aquela pessoa), sempre transmitem a ideia de que fogos de artifícios vão explodir e o mundo sumir. Tudo bem que acontece para alguns, mas para outros não. Esses outros são a maioria que eu conheço, e infelizmente, não lemos livros em que os beijos fossem diferentes.

O problema é a única história.

Primeiros beijos nunca foram assim para mim e eu sei que jamais serão por mil motivos, e mesmo antes quando eu escrevi cenas de beijos, adivinhem? Toda uma sensação que eu não conhecia, e achava que nem existia, mas que era assim. Porque não é romântico descrever que você surtou, que você tava tão nervosa que nem lembra, que você saiu correndo, nem nada seguindo por essa linha. Mas acontece e isso não quer dizer que você, ou a pessoa, ou o mundo é um fracasso. Só acontece, é perfeitamente normal. E, provavelmente, vai melhorar.

A gente só precisa de histórias e vozes diversas para nos ajudar nessa história de nos aceitar e encontrar nosso lugar sob o céu!

Mesmo que você nem tenha gostado desse post, por favor, veja a TED talk da Chimamanda, porque vai mudar a sua vida! :)

13.7.17

Pensamentos sobre A arte de pedir, estrelando "Ser uma fraude"




Conheço um pouco das teorias da Amanda Palmer desde 2015, quando vi e chorei pela primeira vez com a TED TALK maravilhosa que ela fez em 2013. E aí mês passado (dois anos depois) eu comecei a ler o livro que nasceu por causa da palestra, depois que toda a internet já leu e falou e escreveu sobre. Mas estamos aí. 

O "A arte de pedir" é um livro sobre a vida, e principalmente a carreira da Amanda como artista, primeiro estátua viva e depois vocalistas de bandas ou cantora solo, e como a rainha do crowdfunding (financiamento coletivo para projetos). É um retrato sincero  sobre partes da sua vida e da pessoa que ela é, e cheio de identificações.

Minhas identificações começaram conhecendo uma Amanda surtando sem conseguir dormir, brigando com a própria cabeça e antecipando o que o mundo iria dizer sobre a decisão dela aceitar ou não ajuda financeira do próprio marido. Só alguém que já ficou horas brigando com a própria cabeça, antecipando julgamentos e situações e brigas e querendo não ser tão louca sabe como é horrível isso.

Minha terapeuta diz que eu fico assim por não ter resolvido a questão, mas tem horas que eu não sei se isso é verdade, ou se eu só acredito nisso para me confortar. ¯ \ _ (ツ) _ / ¯

É muito impactante ver a "Rainha do pedir" sofrendo por não conseguir pedir. É muito real, mais ou menos como não conseguir seguir os próprios conselhos e reconhecer que há situações em que suas próprias verdades não conseguem te fazer agir ou sentir da forma como deveria e acha certo. Porque não é tão simples assim, sentir e ser é demasiadamente difícil em alguns momentos. E não adianta nada a gente ficar dizendo para si mesmo que é diferente disso, que deveríamos fazer o que acreditamos, porque não vai funcionar. Não até que alguém nos ajude a sair dessa, ou aconteça algo que nos obrigue a sair dessa porque é muito maior do que a nossa treta. Algo que doa o suficiente.


Saber que ainda continuamos sentados no prego porque não dói o suficiente não ajuda a fazer com que nos sintamos melhor — Relato de quem tentou ficar repetindo pra si mesma que não doía o suficiente para justificar porque não conseguia sair do lugar.

***

Antes de começar a ler o livro, eu finalmente consegui entender de forma real, graças a Jout Jout (sempre ela), a Síndrome do impostor (depois fiquei me perguntando: Jout Jout já leu Amanda Palmer?). As pessoas que eu leio por aí, sempre que falavam da Amanda ou do livro sempre falavam da Síndrome do impostor e de vulnerabilidade (chegarei lá também), e sabe, quando você entende algo, mas ao mesmo tempo parece que ainda não entendeu de verdade? Era eu com a tal Síndrome. Acho que pra mim o problema ficou nos exemplos focados em artistas e na história de baterem na sua porta etc.

Após o real entendimento, eu comecei a perceber que me sinto uma impostora até indo na padaria, e me questionar do que sou eu sendo afetada pela síndrome do impostor e o que sou eu reconhecendo minhas limitações? Por exemplo, eu sei que sou maravilhosa e acho um absurdo alguém não me amar e não me achar maravilhosa, AO MESMO TEMPO, que sinto que tô enganando meu namorado quando ele diz que sou muito maravilhosa. E sinto que tô passando a imagem errada e enganando todo mundo quando meus amigos dizem que tenho uma auto estima muito boa (será que vocês já me viram me sentindo não suficiente num sábado a noite qualquer?), ou que sou bem resolvida (!) sendo que eu fico brigando com minha cabeça de 3 à 5 vezes por semana. Comecei a mentalizar que isso é a Síndrome do impostor me fazendo sofrer para ver se ajuda.

E tem as vezes em que as pessoas parecem ver em mim uma capacidade ou inteligência que eu não sinto que tenho de forma alguma; e eu tenho certeza que nesses casos sou eu reconhecendo minha limitação, e provavelmente fingindo e enganando todo mundo muito bem ahahah Sinto que tenho certeza nesses casos, porque toda vez que alguém me trata como uma imbecil (e isso acontece bastante no meu serviço) eu sei que aquela pessoa está sendo cruel porque eu tenho capacidade suficiente naquele assunto pra não ser tratada como tal e ser ouvida.

***

E então vem o medo de pedir. Cresci ouvindo que ajudar é melhor que ser ajudado, e parece uma boa frase, até você começar a  perceber que isso não vem da felicidade em não estar passando nenhuma necessidade, e sim da ideia de que quando você pede você é inferior. E logo eu, filha da mãe que escutou a professora da 1º série dizendo que a filha não gostava de ajudar nem ser ajudada. Juro que melhorei na parte de ajudar... Pedir é difícil.

O medo de pedir é o fruto do medo de não ser suficiente e não merecer ajuda, amor, aceitação, reconhecimento. O medo de se abrir, se expor e não ser acolhida. O medo de não ser boa o suficiente, para merecer pedir, o medo de não ser bem sucedida o suficiente, o medo de não ser bonita, ou inteligente, ou engraçada...

Pedir não é bem visto, nada que quebre a imagem de pessoa inabalável e "acima de tudo" é bem visto. Sentimentos não são bem vistos. Estar vulnerável não é bem visto. Ou é cafona ou é fraco. Nem vamos falar dos milhões de personagem com lema "amor é fraqueza". Inclusive devo ter um ou outro... Passado sombrio.

Mas de verdade, as conexões reais só são realmente feitas e solidificadas quando nos abrimos e mostramos realmente quem somos. Só nesses momentos a gente consegue compartilhar do sentimento de pertencimento. Como quando você confessa uma coisa vergonhosa para alguém e esse alguém diz "eu também!" de volta, e aí nem parece mais tão vergonhosa, porque a vergonha é substituída por entendimento mutuo e identificação com aquele outro ser.

Curiosidade: A sensação de não ser suficiente é maior entre as mulheres, segundo Brené Brown. E isso me deixa triste, mas não espantada quando a gente cresce num ambiente em que a mulher nunca é boa ou bonita o suficiente, que é a culpada pelos absurdos que fazem com elas, que aprende que as outras são as inimigas.

***

Não posso deixar de falar do processo criativo e do liquidificador da arte, e da falta de reconhecimento de que o processo criativo não é só o trabalho duro enquanto se cria.

Desde o começo do livro a Amanda fala sobre coletar os pontos, conectar os pontos e depois transformá-los em uma arte final. Alguns são melhores coletando, outros conectando, outros transformando. Mas todas essas etapas são parte do processo criativo. Por isso se fala tanto para escritores lerem, músicos ouvirem, etc. e para todo artista observar o mundo, e absorver arte. As formas de coleta e conexão são várias e não existe uma certa. Nada vem do nada e nem vai para o nada.

Todas os meus amigos e amigas que escreverem e com os quais tenho mais contato, vivem se debatendo e julgando por perder tanto tempo pensando, ou fazendo playlist ao invés de sentar e escrever. Há um ponto entre o que é fazer playslist ou ficar encarando o teto do quarto pensando e o que é procrastinar por medo de não ser bom o suficiente (ser uma fraude). Esse ponto é onde estamos fazendo conexões e melhorando nosso trabalho.

E a coleta para uma obra pode durar muito tempo. e ela começa ates de você ter ideia para uma obra, e algumas vezes continua por mais bastante tempo depois dessa ideia. 

Entre a conexão e a criação final, entra o liquidificador da arte. Encarando que toda obra de arte carrega traços do autor dela vem a teoria do liquidificador. Você pega alguns dos pontos coletados e os mistura, transformando no produto final, o quanto dos pontos coletados que poderão ser visto na arte final está indiretamente ligado com a velocidade do liquidificador. Quanto menor a velocidade, mais fácil identificar as inspirações. Descobri que meu liquidificador está em velocidade baixa há um tempo, infelizmente Amanda não disse se há uma forma consciente de aumentar essa velocidade. Aceito ajuda!

***

Eu fiquei lendo o livro e juntando os pontos do que eu lia com a vida ao redor. E nem sempre isso é reconfortante, mas pelo menos era bom fazer as conexões.

Amanda fala muito da importância da comunicação sincera com o público; enquanto isso eu acredito e sei que o dialogo e  as conversas ajudam imensamente e, às vezes, são a única solução*, principalmente nas minhas questões. Mas alguns dias eu fico mal e eu não quero ter que conversar e interagir,  mesmo sabendo que o que vai me deixar bem é exatamente conversar e interagir com minhas pessoas. Pensar em responder mensagens é desgastante, mas eu sei que a única solução vai ser conversar. E aí o mundo explode, porque eu preciso fazer algo que a principio me deixa mal, pra depois me deixar bem. Como lidar?
*De verdade, falem, conversem, dialoguem, — consigo mesmo e com os outros ao redor — o máximo que der. Infelizmente cara feia não resolve nada. E acreditem, eu sou a pessoa que mais queria que resolvesse haha

***

Encerarei pedindo para vocês comentarem meus posts, mesmo que achem que não tem muito a dizer, porque é muito bom ler comentários. E leiam A arte de pedir. E meus textos e minhas histórias!


12.7.17

Satisfações

Olá!

Bem, eu sumi por meses, e agora eu volto querendo publicar dois textos no mesmo dia e querendo dizer que está tudo bem? Não está. Amanda Palmer não deixa estar! Segundo ela (e eu concordo muito), falar com o público é essencial, é mostrar o mínimo de consideração. Ninguém vai me cobrar produtividade, mas o público (!!!) precisa saber porque não está vindo nada. E eu tenho dois leitores, mas como também disse Amanda, esse é o público que eu tenho e ele merece ser valorizado, porque ele é meu. Simples assim. Os dois ainda estão aqui EU TENHO PROVAS.
Amo vocês dois, vocês sabem quem são hauahua
"Era essencial sentir gratidão pelos poucos que paravam para assistir ou ouvir [...] Eu precisava apenas de... algumas pessoas. Pessoas suficientes. Suficientes para que valesse a pena voltar no dia seguinte." - A arte de pedir
Então, vamos as satisfações: Foram muitas coisas que acabaram convergindo, e começaram lá em outubro do ano passado, quando eu troquei de emprego. Trocar de emprego no ultimo mês de aulas não é uma coisa sensata a se fazer. Evitem. Exige muito, a faculdade está cheia de trabalhos, você já está esgotada do ano e aí um emprego novo e todas as coisas novas para serem aprendidas... BOOM.. não dá. Você só se arrasta por aí. Não suficiente, novembro é um dos meses de fluxo de serviço intenso no meu emprego.

giphy (1)

Quando chegou dezembro, eu só trabalhava, conversava um pouco no celular e dormia. As poucas vezes que eu escrevi para cá, foram fruto de empenho com minhas próprias promessas, e deu um certo cansaço que eu não lembrava de sentir com o blog. Depois eu passei janeiro trabalhando e dormindo e não escrevi. De verdade, eu não li livros, vi sei lá, dois filmes. Só vivi pela rotina capitalista hahah SHAME ON ME

Com fevereiro e as voltas as aulas, a coisa piorou em relação ao tempo e a disposição. Eu trabalhava, ia para faculdade e mal dormia. Repete. Meus fins de semana se resumiam em dormir, ficar na cama, às vezes sair com o boy. Eu li uns seis livros nesse tempo e, tristemente eu digo, quase não lembro deles, pois estava física e mentalmente cansada. Finalmente, as férias novamente! Descanso e paz, certo? acho que não. Em boa parte de julho ocupei minhas noite com o cursinho do CFC (para tirar CNH), o resto eu vegetei.

Junto com tudo isso por todo esse tempo, muitas questões pessoais mal resolvidas estavam me deixando triste e desanimada, e foram se acumulando. E acumulando. E acumulando. Eu ando bem ~exausta. Aí não sobrou tempo, disposição, ânimo para nada e o Luft ficou no meio disso.

Hashtag #threefictionalcharacters no Twitter
Sinto que esse gato sou eu tentando lidar com tudo ahhaa
Estou há um mês de férias da faculdade e só agora me senti relativamente descansada para querer escrever para cá, e para voltar a escrever ficção. E para querer fazer alguma coisa a mais do que ficar na cama, jogar Candy Crush e alimentar a máquina capitalista hahah

Então é isso, eu não sou fã de satisfações, eu não gosto de ficar aqui só falando de bads (eu sei que tenho feito muito), mas é tudo verdade e pelo bem maior. Ou por consciência limpa. Ah, se eu sumir de novo, serão pelos menos motivos, se não, eu faço outro texto. Tchauzinho!

11.7.17

Calena

Sinto e sei que quanto mais perto estamos de alguém, menos falamos pra esse alguém todas as coisas bonitas que seria tão bom expressar para ele. Às vezes, me dizem que sou boa com as palavras, mas isso não é verdade. Eu sou boa com o texto escrito e seguro, tudo entre mim e uma página em branco. Não sou boa em falar. Nas incertezas e no turbilhão de sensações de olho no olho e toques. A língua sempre fica presa, toda frase bonita se perde e eu sempre engasgo.

Sou uma grande contradição ambulante e passo as impressões erradas. Tenho um blog demasiadamente pessoal, uso o Twitter muitas vezes sem filtro nenhum, e me "exponho" na internet, mas isso é meio que uma mentira. Gosto de guardar muita coisa, porque contar vai estragar tudo, porque eu preciso proteger, porque eu sou doida. E faço isso o tempo todo com meu namoro.

Então, Felipe (meu mozão), este post é pra você, sobre você, eu e a gente.

"I don't quite know
How to say
How I feel

Those three words
Are said too much
They're not enough" 

"Eu não sei bem 
como dizer
como eu me sinto

Aquelas três palavras
são ditas demais
elas não parecem suficiente." 

OI, FELIPE!

Pra você é muito difícil falar de si mesmo e parece mais fácil falar da gente, falar dos seus sentimentos. Eu sou ao contrário. Não sei se você entende isso porque eu é que sou "boa com as palavras", eu que sou "a escritora"... E é difícil pra mim falar do que sinto por você ou em relação a gente. Todas as expectativas, planos, "medos" e felicidades. Eu penso demais e não falo muito. Fico antecipando o futuro, perdendo tempo. E até tento não pensar, porque agora nesse momento que importa, você é minha exceção e meu risco. Minha pessoa no mundo. 

E não sei se você entende essas e todas as minhas loucuras. Mas acho que você ainda vai entender, ou algo perto disso, porque você sempre tenta me compreender e me acolhe com todo o amor do mundo.

Eu te acho tão lindo, e não falo só da sua aparência, você é uma pessoa tão bonita. É bom e paciente. Generoso, compreensivo, fofo e atencioso. É inteligente, perspicaz e sensível. Uma "pessoa boazinha" que não vai me fazer mal. Mesmo quando a gente machuca um ao outro eu sei que jamais é de propósito, e sei que continuaremos cuidando um do outro. Você sempre cuida tão bem de mim. 

Sinto muita falta de todo o seu carinho, de poder segurar sua mão e falar com você. E perdão, por quando te vejo todo dia, frequentemente deixar os problemas do mundo que carrego nas costas atrapalhar. Há dias que são difíceis, e às vezes, eles vêm um atrás do outro e eu não aguento. Tenho quebrado muito facilmente, obrigada por ajudar a me segurar. 

Amo o som da tua voz, no telefone ou pessoalmente, principalmente quando você acha o jeito que te chamei fofo. Amo te fazer rir, sentir seu cheiro e poder te abraçar. Sentir sua mão na minha, e o teu carinho. Poder te mandar mil mensagens e falar de tudo. Amo receber as suas mensagens, e quando você se abre comigo, e compartilha suas coisas. Amo imensamente te fazer rir, te ver feliz e animado, porque foi bem na prova, porque qualquer coisa aconteceu. Amo o jeito que você solta o ar e sorri quando eu digo que te amo. 

Amo quando você me acorda com beijos quando durmo no ônibus. Quando se preocupa comigo, me leva chocolates, ou deixa eu ficar comendo o seu salgado, e a massa do seu cacho quente porque eu não posso comer salsichas.

Eu amo como você me ama de uma forma tão bonita. 

Obrigada por todo o seu companheirismo, carinho e amor sem julgamentos. Você é uma pessoa incrível e única no mundo, eu te amo e te guardo com todo o carinho.

Obrigada por ser o Neil da minha Amanda e a Amanda do meu Neil ahahha




Calena: Caco (apelido do Felipe) + Helena.
Segundo a Dani, madrinha do Luft e maior ship, Calena também significa ligação. Segundo o google, significa pura.

9.7.17

Corpo

és minha casa
minha única morada verdadeira
meu abrigo nos melhores
e nos piores dias
é "todos os meus destinos possíveis"
mas, às vezes ainda queria, "ir embora de você"
é grande
é bom
carrega minha alma
minhas dores
meus amores
me carrega por aí
carrega as minhas marcas
suas próprias
é meu meio de expressão
expressa minha raiva
meu amor
meu carinho
me dá prazer.
é admirado.

queria eu
lhe admirar
mais.