17.3.16

Aquele escrito de madrugada

17/03 02:23 a.m.

Enquanto eu ligava o computador eu pensei em umas três formas diferentes de começar esse texto (será essa hora de atualizar o post sobre escrita que siau ontem?). Nesse meio tempo entre ligar o computador, abrir o navegador e o blogger pra de fato começar a escrever, coisas aconteceram que me deixaram meio eufórica (vide surtos no twitter pra mais informações) e até pensei que não ia mais escrever e poderia dormir, mas a euforia passou (ou quase toda ela passou) e as outras coisas não passaram, não totalmente. Também descobri que eu quero mesmo é começar esse texto do jeito que eu pensei quando estava na minha cama sem saber se vinha até aqui, se arranjava uma folha ou deixava. E descobri ainda que eu não faço ideia da onde eu quero ir com ele [texto], só sei o que quero que ele faça por mim.

***

Eu quero chorar. Pra algumas pessoas chorar é ruim, mas não pra mim. Quero dizer, nem sempre, não necessariamente. E sinto que derramar três ou quatro lagrimas não seja o suficiente pra mim essa noite, quero verter logo um rio, mas já que a fonte secou, eu só espero que escrever consiga tirar de mim o que as lágrimas não acabaram de extrair.

Não posso, não quero, ser especifica. Mas eu descobri uma coisa que eu já sabia e nada é como eu queria. (quis fazer um versinho). E doeu. Foi há algumas horas, mas agora parece mais distante, pois é, não dá pra subestimar o poder de umas três ou quatro lágrimas choradas no escuro do ônibus. E não teve drama nenhum apesar do que possa aparecer. Ninguém viu, ninguém ouviu. E eu me virei.

O que eu sei é que eu tenho o que costumo chamar de Síndrome Augustus Waters, eu gosto de ser gostada. E é loucura sim, Gus. É loucura, mas eu gosto e não há o que fazer. E eu preciso tanto ser amada, bem nesse momento que eu só tô tentando me achar e ficar bem. No meio da semana passada eu estava apaixonada pelas pessoas e eu pensei "o amor vai me salvar". De quê eu não sei, mas vai. E é loucura, porque tem horas que dá errado. E a gente não é gostada, ou não é gostada como gostaria de ser, mas tá mais pra não ser de jeito nenhum mesmo.

E não tem o que fazer.

Eu não sei se sou eu ou meu jeito, mas sinceramente, eu nem sei quem eu sou ou qual o meu jeito. É assim que eu me encontro.
Na verdade eu sei que não é eu, porque não sou assim, não me sinto assim e não falei sério essa vez que eu nem me lembro, era brincadeira.

Escrever é tão mais seguro que falar.
Ou talvez não seja, diabos, como eu sou mal compreendida. E incompreendida.

E esse texto não vai ter final.

15.3.16

Sobre escrita

Ou: um meme/tag sobre escrever
Ou: nem sei, mas é sobre escrever e processo criativo, vem comigo!

Amanhã fará exatamente um mês que o Felipe me tageou para responder um meme*sobre escrita (só sei disso porque acabei de abrir o post dele aqui e vou fechar logo antes que eu comece a achar minhas respostas mais ou menos),há uns meses se alguém me dissesse que isso aconteceria, eu iria jurar que no próximo dia eu já estaria respondendo, mas foi mais para o próximo mês. Bom, o importante é que aqui estamos.

Here we are and here we go.

*o fato disso ser um meme me deixa confusa sobre a definição de meme que tenho na minha cabeça, mas vamos em frente

Eu costumava escrever mais sobre meu processo criativo. Eu costumava ter um processo criativo do qual falar, também. E eu adorava falar disso, mas sempre parecia que estava sendo repetitiva e confusa. Aqui no Luft eu falei meio por cima sobre escrita quando editei Draccos e só. Mas estou nessa de escrever, e tentar escrever faz tempo... como faz. E acho que pode ser bom, muito bom responder isso, ou muito louco e confuso. Se eu sair dessas perguntas sem uma crise, já vai estar de bom tamanho, né? ~a dramática. 

O que eu ando escrevendo?

Nada. (risos). Quando leio essa pergunta o que entendo é “o que eu ando escrevendo (romances, contos etc)?” e é por isso que esse “nada” saiu assim tão fácil.  Fora os romances, contos etc - que não estou escrevendo -  eu tenho escrito pro Luft. E bem, só isso.

Eu já não me lembro tão bem dos motivos que me levaram a criar o Luft, mas eu tenho essa impressão de que tentar voltar a escrever, mesmo que não os romances, contos, etc foi um deles. E o por que disso eu vou responder mais abaixo.

Mas eu quero voltar a escrever os romances, quero voltar a criar histórias, e me envolver com personagens. Na minha lista de 101/1001 tem um tópico sobre decidir se quero ou não continuar a escrever e eu acho que estou no caminho de riscar aquele item. Graças a Deus que não coloquei lá "decidir racionalmente pesando pós e contras".

Como minha escrita se diferencia de outras do gênero?

Perguntinha difícil essa. As pessoas costumam dizer que eu escrevo bem. E eu não chego a duvidar. Costumo gostar do que escrevo (não meses depois, mas essa é outra história). Só que eu não sei no que minha escrita se diferencia de outras. E gênero? Ainda estou tentando achar/decidir o gênero em que quero escrever. Só sei meu público. Jovens, a propósito.

BLOG: Então vamos focar no blog. Não sei se blog pessoal é gênero, mas ok. Acho que tenho um jeito meio espontâneo de escrever. Eu só vou falando como se estivesse conversando com a página, ou algo louco assim, e isso acaba soando natural (?). Às vezes faço umas piadas, perco os focos, até rio comigo mesma e tem minha pitada de otimismo (olá sol em sagitário <3).  E bem que eu acho que isso tudo só é possível por ser um blog pessoal.

HISTÓRIAS: Escrever uma história é um pouco diferente. Mas eu tento manter a escrita sempre leve. Uma frase que li em um post da Dana uma vez e que não esqueço é mais ou menos assim: “uma piada pode não acrescentar nada a história, mas vai deixar mais leve para o leitor.”


Ok, não sei avaliar minha própria escrita.

Por que eu escrevo?

Porque eu gosto. Porque me faz bem.

BLOG: Eu gosto de “conversar” com a página do blogger/word. Falar o que penso, expressar meus sentimentos e tirar as coisas de mim ajuda muito a me manter bem, no lado das good vibes da vida. E às vezes, quase sempre, me dou melhor com a palavra escrita do que a falada, principalmente em assuntos mais puxados para o lado sentimental. Então eu tento fazer isso. 

HISTÓRIAS: Escrever histórias não é nada simples e envolve muito a gente querendo dar com a cabeça na parede, se jogar da janela ou jogar o computador mesmo, mas eu gosto de criar coisas, de construir cenas que me fazem rir e às vezes chorar também. De ver as coisas fluindo, tomando seus próprios rumos. É um gostar e um fazer bem que são diferentes de escrever pro blog sobre mim e minha vidinha, mas também faz, também gosto!

“Como assim, gente? A pergunta tinha que ser "Por que você NÃO escreve?". É TÃO BOM.” - Felipe no post dele.

Como eu escrevo?

Bl.OG: Depois de ver o que tenho que escrever ou descobrir o que quero escrever, eu abro a página e saio falando. Pode parecer mentira, mas simples assim! (o que dá errado é minhas procrastinações pra abrir a página e sair falando). É por isso que meus post são sempre em “tempo real” e sempre meio loucos. Às vezes dá mais certo, às vezes nem tão certo assim.

Em algumas vezes eu sei mais ou menos como quero dizer algo, ou o que quero dizer sobre tal coisa, (exemplo com spoiler de um possível futuro post do Luft: tô pensando em começar outro post sobre a faculdade e fazê-lo de outra forma e quero começar dizendo “Faculdade é um trem louco...”) mas começo a montar o post na minha cabeça quando abro o blogger mesmo.

Um exemplo de ser bem na hora é o texto sobre feminismo que postei. Eu queria escrever um pouco sobre minha frustração de quando outras meninas tentam me impor comportamentos e queria falar um pouco sobre liberdade e respeito, aí quando vi tinha falado um monte e nem tinha falado ainda sobre o que tinha me levado até ali. Depois apareceu mais coisas que quis falar. Escrever é maravilhoso assim. Você vai descobrindo no meio do caminho.

Eu sempre escrevo no meu computador, exceto o post que fiz a maior parte na minha sala de aula, e a maioria dos posts foram escritos ou a noite/começo da madrugada ou a tarde.

HISTÓRIAS: Atualmente eu já não sei como eu vou escrever, então vamos falar das minhas experiências passadas. Eu escrevo no word mesmo. Já cansei de ver sites e blogs falando sobre outros softwares que dizem ser muito melhores para escrita, mas nunca testei, nem fui atrás, então não posso dizer se é mesmo melhor. Eu vou de word, e às vezes vou melhor do que outras e fico muito feliz quando ele salva automaticamente e não me deixa perder um capítulo todo porque deu queda na energia.

Eu já rascunhei três projetos, um não finalizado. Um deles eu escrevia quando dava na telha, o outro eu escrevi no NaNo de 2014 e o outro (não terminado) eu escrevi numa rotina diária sem uma meta fixa, mas que foi bem parecido com o NaNo. E atualmente, se penso em trabalhar em algo, penso que quero trabalhar naquilo todo dia. Escrever um pouco agora, outro pouco semana que vem me deixa com a sensação de distanciamento da história e dos personagens além de que vai me dando ideias de coisas que quero mudar ou mexer que estão lá atrás e isso acaba atrasando ou me deixando meio perdida no pra onde estou indo. Ou querendo mudar o que quero passar porque estou em fases diferentes da minha vida.

Sentia que escrever em outro lugar que não aqui no meu computador mesmo de algum modo alterava a qualidade do que eu escrevia e meio que tenho provas (risos). E estou supondo que quando voltar a escrever vou sentir o mesmo.

Sobre hora do dia, eu não sei em qual eu prefiro. Mas escrever a tarde e no começo da noite era o que eu mais fazia. E era maravilhoso quando estava ficando tarde e a escrita estava fluindo e eu não queria parar. Não foi só uma vez que eu estava toda cansada e meu cérebro não parava. Não dá pra dizer que é fácil, mas como é maravilhoso quando parece que as palavras apenas fluem de você.


Não sei planejar demais, não sei sentar pra escrever sem saber o que fazer.

E me perco falando do meu processo criativo ou dos meus métodos porque ainda não descobrir eles.

Como supero bloqueios criativos?

Estou tentada a dizer algo como “Eu não supero” ou “Dando com a cabeça na parede e me achando uma desonra”...

BLOG: Eu não sei se já tive um bloqueio com o Luft, sei que tenho meus momentos de baixas, e vivo querendo fazer posts diferentes ou com um tom mais pessoal que não seja detalhando acontecimentos passados. Mas normalmente se eu tenho que fazer um post, tipo os do desafio, cedo ou tarde eu acabo enfrentando, pensando no que quero falar, no que pode ser falado, etc. Acho que é uma espécie de senso de obrigação. Tá, tem algumas vezes eu largo e sigo em frente. 

HISTÓRIAS: Tem umas coisas que às vezes funcionavam/funcionam:


  •          Ler anotações.
  •          Ler o último capítulo escrito.
  •          Debater o que esta te bloqueando com alguém.
  •          Falar sobre a história num geral.
  •          Se afastar e refrescar a mente.
  •          Tentar descobrir o que é que está te bloqueando.


Os meus bloqueios normalmente são causados por não saber o que fazer a seguir ou como ir do ponto x para o y de forma coerente. Às vezes falta aquele elemento de ligação e não consigo achar, ou os que acho não parecem bom o bastante.

Ah tem a dica do escrever lixo.

Eu já sai de três bloqueios lendo esse texto da Dana sobre escrever lixo (que eu não consigo achar pra linkar aqui. ALGUÉM ME SALVA) e indo escrever qualquer coisa que viesse a mente. O mais louco é que depois você mal se lembra o que foi escrito assim e o que não foi e isso acaba te levando a bons lugares na história.

Só que essas coisas são para  um bloqueio dentro de uma história, quando você está trabalhando em uma.  Agora, eu meio que estou em um bloqueio criativo há meses, quase um ano, e nesse meio tempo posso até ter tentando escrever uma coisa ali outra aqui, mas sei lá... E não sei ou fiquei esse tempo todo sem saber como sair dessa.

Essa semana eu tive uns pensamentos meios loucos e muito coerentes. Antes de falar deles, me deixa contextualizar pra vocês:

Eu entrei em bloqueio porque minhas histórias não tinham uma representatividade boa e o suficiente, estava escrevendo algo que reproduzia comportamentos machistas e questionáveis em uma relação e por mais que eu tenha tentado não fazer isso, acabei fazendo, porque meus personagens secundários são rasos e porque eu estava achando meus enredos ruins, repetitivos, não convencíveis. Acho que posso dizer que é só isso ~ironia.

E o que percebi na faculdade quarta-feira, graças a uma conversa com minha amiga na terça a noite no ônibus escuro, foi que estou sendo covarde. Eu tenho todos os motivos pra não escrever e pra não escrever meu projeto sobre relacionamentos abusivos, o que eu chamei aqui de Projeto Emma (mas quero mudar o nome dela), e estou sendo covarde, estou fugindo porque estou com medo, não tenho propriedade nem conhecimento pra falar de relacionamentos abusivos, tenho medo de não conseguir construir algo legal e problematizar de forma bacana, e, além disso, tenho medo de achar que estou falhando outra vez na construção de enredo e de personagens. De descobrir que não sou boa o bastante. Que minha representatividade não é boa o suficiente, apesar de presente e que meu enredo é ruim... ~suspiro

***

Vou taggear para responder esse meme as meninas do SA que possuem blog (alguém esperava algo diferente?) a Dani (torcendo pra reativar o blog logo) Isa, Giu, e a Tatii (Gih, cadê teu blog? Laís, tu já foi de blogar?) e a Dana.

Mas claro que você ai pode responder sim, e me avise quando sair porque eu adoro ler sobre processo criativo! 

11.3.16

Desafio das 52 semanas - Tema 10: Minhas comidas preferidas são...

Estou (tô tentando falar menos tô hahaha) falando diretamente da terceira cadeira (segunda ocupada) da segunda fileira da direita  pra esquerda (de quem entra) da minha sala de aula. Não gente, não é aula chata, é uma das minhas melhores aulas, talvez a melhor, com um professor 10/10, o caso é que acabei o exercício e ai resolvi tentar ser produtiva.Mais ou menos assim: *acaba o exercício* "podia tentar ser produtiva, podia escrever pro Luft" "quais minhas cinco comidas preferidas???"

E foi assim que eu vim parar nas mensagens do meu celular. E se Deus quiser o Luft sobrevive!!!!!

Aviso: preparem-se para a melhor amostra de como divago e perco os focos da história do Luft (acho). Até eu revisando aqui, estou surpresa, sem brincadeira. 

Ainda não descobri quais minhas comidas favoritas (nem vou falar de novo o que acho desse tanto de tema com coisas preferidas), mas já tenho uma introdução.  Sabe,  é uma boa o wifi não estar pegando porque, gente, internet é minha inimiga, às vezes. Eu amo e tal, mas essa danada ganha sempre na luta com a produtividade da luftmensch aqui. *pausa pra comemorar (em silêncio) o uso do nome do blog no meio do texto* Nossa relação anda complicada.

Ok, ok. Vamos as comidas! (MELHOR PARTE, em toda festa/encontro/qualquer coisa que tenha comida ou possa ter) (acabei de lembrar que eu queria fazer um texto falando sobre dieta, etc,  esse tema me lembrou que eu já disse que faria. Ok, fica pra depois. E sabe se lá quando é esse depois, ainda mais levando em conta ao mal momento na dieta. Aah como é bom divagar).

(tô enrolando porque ainda não pensei nos tópicos, mas quero continuar escrevendo. Daqui a pouco o professor chama pra correção. Divaga. Divaga. Divaga.)

*comentário de revisão: Por que uso tanto parenteses*

*meu amigo tá cheiroso hojALGUÉM ME PARA*

Tema 10: Minhas comidas preferidas são...


Torta de frango: saudades da época do primeiro colegial quando eu comia na escola. MELHOR TORTA DE FRANGO QUE JÁ COMI. minha escola podia ser top assim, com licença.

*fui interagir, meu ex crush (decepção que prova o que falei no post dos eu nunca) olhou pra mim com cara de bobo/"me achando boba, por uns segundos*

Voltando a torta... Acabei de lembrar de uma novela, acho que caras e bocas, que eu assistia que a mulher era famosa pela torta de frango. SEMPRE quis comer. Até hoje quero. #PartiuProjac
Pensando aqui, a verdade, é que AMO coisa com recheio de frango. Bota frango desfiado que eu gosto. ISSO! (um alô pro rissole (no meu coração, pastel mesmo) que comi na padaria uma vez e a coxinha do mercado que comi há 173764783 anos)

Sorvete 🍦🍨 (meu celular sugeriu os emoticons, torcendo pra funcionar no blog): Um momento, pode ser sobremesa, né? Classifico tudo como comida... Eu amo e esses dias tô odiando essa maravilha também. Odiando porque é um dos principais responsáveis por eu não conseguir mais ficar dentro da dieta e emagrecer os últimos quilos que faltam. Mas fora isso.... pode ser calor, frio, posso estar com gripe, sempre quero. Sempre é bom. E eu acho que experimentei poucos sabores nessa vida. Acho que deveria ter mais experiência no quesito, pelo tanto que gosto desse negócio.

*Eu gosto demais de comida pra vocês me mandarem escolher cinco. SOS.*
*fim do que escrevi na sala*

Bolo de fuba cremoso: minha ruína. E às vezes minha mãe acerta a mão e sai um bolo. que MEUS AMIGOS. Tem nem como explicar... Não dá para parar de comer, apenas.

*Gosto mais de salgado do que doce, alguém explica porque só tá saindo coisa doce aqui?*

Massas com queijo mussarela: Amo queijo. Saudades da época que colocava mussarela no meio do pão minuto do mercado. Aquele queijo derretendo. MEU. DEUS. DO CÉU.

Arroz, feijão, carne moída e farofa: Porque no fundo mesmo eu gosto é das coisas simples dessa vida. E tem coisa mais simples e brasileira que isso? Gente, eu amo carne moída. Tem quem odeia, mas eu digo, vocês não provaram a da minha mãe. Mentira, digo isso, não. Não gosta, não gosta, só me deixa meio "COMO???". Mas a carne moída com tomate que minha mãe, faz.... Coisa do nosso senhor Deus!!! E aí eu faço uma mistureba com arroz e feijão e às vezes coloco farofa: 100/10. O almoço de hoje foi assim, sem farofa, e a salada de couve e o tomate também estavam  10/10. ahahah

***

Um alô especial, pro creme de milho, pro pavê, pro bolo de mercado (que só não entrou no lugar do de fuba por uma recente decepção), pro brigadeiro de panela, e praquele cural que comi rapando a panela* esses dias que foram outras comidas que me deixaram em dúvida enquanto fazia essa lista.
*comer cural e o creme do pavê rapando da panela é outra coisa. Não tem explicação. É só sentimento.

Vocês estão cansados de saber, mas de novo preciso dizer que pode ser que esses não sejam minhas comidas favoritas. Sou muito de momentos. MAS é as que andam despertando mais minhas vontades ultimamente e as primeiras que vieram na minha cabeça! Acho que o tema deveria ser mais especifico, tipo "suas comidas preferidas de natal são..." me ajudaria.


Acabei de perceber que finalmente tô certa com o desafio. GLÓRIA. ALELUIA. MEU DEUS. AMÉM!!!!!!!!!!!1

***

Sou daquelas que adora falar de comida, então vou adorar saber quais as suas preferidas. Na verdade, vou adorar saber qualquer coisa de você, meu leitor, vamos conversar! Tema nós já temos :)

10.3.16

É sobre feminismo e é sobre muita coisa

... no fim das contas é sobre mim.

O Luft é um blog pessoal e eu andei contando muito dos meus dias aqui nas férias, em janeiro, mas tenho a sensação de que não falo tanto assim de mim. Não há textos desabafos, os desabafos às vezes aprecem no meio dos textos, mas nunca um só deles. E não, esse não é um texto desabafo, ou não é pra ser, mas eu estava no twitter e vi o Felipe falando sobre feminismo, e ontem eu li textos bacanas e de pontos de vistas diferentes, bem diferentes, sobre o movimento também. Mas de volta ao twitter, eu acabei fazendo textão para falar com o Felipe, e depois fui pular corda e tomar banho e fiquei com um monte de pensamentos rodando na minha cabeça sobre o tema. Coisa que tem acontecido bastante nas ultimas semanas. E o texto que pretendo escrever talvez seja só um paragrafo, mas ainda que seja um com vinte ele não abordará todas as minhas opiniões, ou falta delas. E minhas contradições, ou as situações que já tive.  É só de um pedacinho presente em mim agora.

Eu sou feminista. 

Feminista é a pessoa que acredita na equidade politica e social independente de gênero. E eu sei que o movimento tem muito mais coisa que isso, mas a minha base é essa. E eu já disse em um texto antes que eu era feminista muito antes de saber que era. Porque eu sempre fui meio revoltada com gente dizendo "não pode porque é menina" e outras cositas aí. E já passei por momentos, no ultimo ano ainda, sem saber se eu queria continuar sendo feminista porque às vezes é difícil, e nunca é fácil.

Mas eu descobri muita coisa por aí, fugir da bandeira não ajuda. E tem muita coisa em baixo dessa bandeira. E eu não vou dizer concordo com tudo porque não concordo, mas eu tô ficando sobre a bandeira na parte em que eu me identifico.
E eu escolhi não deixar de ser feminista. Não deixar de me intitular feminista.

Eu escolhi o feminismo que eu vivo.

E às vezes eu falho, e às vezes eu reproduzo merda, mas eu tô tão melhor do que eu estava antes de me aproximar do movimento.  E eu devo ter sorte porque me aproximei do movimento e em 98% do tempo estive em contato com gente que pratica o feminismo que eu acredito. Gente que respeita e luta pela liberdade acima de qualquer coisa. E às vezes essas pessoas falham também, e todo mundo falha, mas a gente falha tentando fazer melhor. E eu acho lindo.

É uma evolução constante. É todo dia.

E cara, seria mais fácil me afastar. seria mais fácil tentar não ver o que uma cultura machista faz todo dia contra tanta mulher por aí, afinal só o que a gente acaba tendo que ver na nossa frente e ouvir todo dia já é barra, mas eu decidi ficar. Nem é algo que eu conseguiria ignorar. Ficar e ir no meu tempo, do meu jeito fazendo o que acho certo e melhor pra mim e pra quem me cerca.

E pra mim, e agora com ajuda de outros, eu sei que o que eu acredito se resume em liberdade e respeito. E não ser obrigada.

***

Mas o que realmente me trouxe aqui - o que tava rondando na minha cabeça té eu começar a escrever- foram os batons, e as maquiagens e os brincos e sei lá mais o quê. Eu não sei se tem aluma feminista por aí dizendo que isso não pode, mas eu acho difícil demais. O que eu acho é que não estamos nos compreendendo. Provavelmente já acharam que eu disse que usar essas coisas é errado ou uma coisa louca dessa. Mas o que eu tava dizendo é, ninguém tem que ser obrigada a usar isso se não quiser. Porque seria? pra agradar? pra agradar quem? por que você teria que agradar alguém?Sabe, quer usar, então se esbanja (não, ninguém precisa que eu diga isso pra que seja ok), não quer tá ótimo também. Tá tudo ótimo se ninguém for obrigada e se ninguém quiser me obrigar porque aí eu não aceito. Me revolto, grito se precisar e vão me chamar de grossa quando eu só tô tentando defender meu espaço e não deixar que ninguém me desvalide. (é engraçado como eu já fui chamada de grossa ou de errada quando eu só tava era me defendendo).

às vezes eu gosto de usar batom. às vezes não. às vezes eu quero me maquiar, meio mal porque não aprendi a fazer isso certo, às vezes não. Eu já furei a orelha duas vezes, hoje não gosto mais de usar brincos. E tudo ok. E eu vou usar o batom se eu quiser e vou berrar se alguém quiser insinuar que tô usando pra impressionar alguém ou a merda que for. eu tô usando porque eu quis. (isso saiu poque aconteceu recentemente). Cada uma faz o que quer.  

E todo esse assunto me fez pensar em algo que tem sido presente na faculdade. Tô sem saco pra explicar todos os acontecimentos, até porque nem sei se são importantes. Mas gente, eu não tenho nada contra maquiagens, comportamentos delicados e sei lá o quê. Se a guria é assim, tá ótimo. O que tem é um prolema meio recorrente. Muitas dessas gurias é as que viram pra mim e dizem, você deveria ser mais delicada, menos grossa, falar mais baixo, sentar mais bonito, se maquiar pra sair. usar salto... É muito revoltante. E tem horas, bem nessa hora que elas dizem, deveria e às vezes se queixam do salto, mas sabem que devem usar que eu fico perdida, porque fico tentada a perguntar, "quanto disso é você?" 
Eu não pergunto. Nunca pergunto, porque eu não quero parecer que tô tentando desvalidar alguém. Ou parecer que to dizendo, não é possível você ser assim é culpa disso e daquilo. Eu só digo que "não, eu não devo nada". E sempre digo que ninguém tem que usar isso ou aquilo se não quiser. 

Eu só tento não deixar que me desvalidem. 

Não ser obrigada é o meu lema. Vocês sabem. 

***
E eu tava pensando em uma amiga, não vou citar o nome dela aqui porque não sei se ela gostaria de ser citada, mas ela vai saber quando estiver lendo que é dela que tô falando. Mas ela se aproximou mais disso tudo não faz tanto tempo. E às vezes ela ouve coisas que soam agressivas, ou falam como se tivessem desmerecendo a opinião dela e me dá um medinho disso fazer ela se afastar. Porque é tão importante pra ela, e pra tanta menina que ela não se afaste. E dói também toda vez que eu vejo uma menina/mulher indo contra o feminismo por causa dessas coisas. E não tô dizendo que não entendo, que não respeito, mas dói um pouquinho. Parece mais uma "luta" perdida. E dói um pouco também porque eu sei que ela vai ter que ouvir merda de gente que ela gosta quando ela for defender algo que "as feministas falam". Quando ela for dizer "para de chamar a outra de puta. não é legal.", por exemplo.

E também eu fico com um pé atrás dela achar que eu tô subestimando ela. Não tô, pelo amor de Deus. É que eu tenho esses instintos de ás vezes querem abraçar e proteger do mundo gente que eu gosto. E ela sabe disso porque ela é linda assim. 

***

Se eu falei algo que você não concorde,  se eu soei agressiva, se eu soei errada, vem, vamos conversar, tudo educadamente e com todo o respeito. 


9.3.16

Eu não sou obrigada

Eu não sou obrigada lálálálá

Você não é obrigada(o)!

NÃO SOU OBRIGADA

EU NÃO SOU OBRIGADA A NADA LÁ LÁ LÁ LÁ

NÃO SOU OBRIGADA LÁLÁLÁLÁLÁÁÁ

7.3.16

Desafio das 52 Semanas - Tema 9: Pessoas que eu gostaria de conhecer/ter conhecido

Olá, gente! Como anda a vida de vocês?

Eu acabei de me dar conta de que as semanas passaram, eu não fiz o post da primeira semana de faculdade, não consegui alcançar o desafio no tempo que planejei, e agora de só ter Diário Semanal o Luft só tá tendo D52. É meio triste e meio frustrante. E com meio quero dizer, completamente.  E em partes nem há muito que eu possa fazer, porque não sei o que fazer e cadê tempo? Quero dizer, a desculpa do tempo é péssima, mas tem sido meio corrido alguns dias, de verdade. E agora mesmo eu deveria estar pesquisando meu trabalho de Ética e Legislação - o primeiro da faculdade - e não tô, nem tô a fim. Os temas que peguei pelo jeito são os piores, ou não sei lá. Não comecei bem, né?

Ok, vamos ao post em si.

O mais louco desse tema é que ele deixa em evidência uma das minhas esquisitices. “Por quê??” Já vou explicar. Eu queria colocar alguma personagem de livro ou filme, alguma personagem fictícia, mas ai primeiro que, como de costume, me fugiu todos os personagens que gosto, em seguida veio a esquisitice: Eu gosto de conhecer a vida dos personagens, passar por n situações com eles, mas conhecer eles mesmo, ali cara a cara, eu não sei se iria querer, não, hein. E se eu não gostasse mais tanto assim deles? E se eles não gostassem de mim? E se a gente simplesmente não fosse com a cara/jeitos um do outro?  
São questões reais, meu povo. E bem possíveis, caso eu fosse parar no mundo dos personagens ou eles viessem pro meu. (ok, isso me fez perceber uma coisa meio ruim. Deus).

*após escrever dois tópicos* gente, acabei de perceber que a esquisitice não é só com os personagem dos livros, não. Como poderia, não é? Rola um pouco da esquisitice dos personagens fictícios com os migues virtuais, também e bate aquele “mas e se eles não gostarem do meu jeito pessoalmente?” sem contar, que quando (nada de se aqui) eu conhecer eles ao vivo e a cores eu vou fazer besteira porque vou ficar nervosa e loka, mas ok.

Vou parar por aqui antes que vire um texto, ok já virou, mas vamos em frente.

Tema 9: As pessoas que eu gostaria de conhecer

(eu sei que sempre digo isso, mas sempre parece que preciso dizer. Gente, eu não sei onde esse post pode dar. SOS.)

Meninas do SA: Se eu fosse citar uma por uma ainda faltaria tópico, porque somos em 7, comigo. (um número sagrado, isso me lembra de ACDK que me lembra... ok, foco Helena).
Dani, Gih, Giu, Laís, Isa e tatti (em letra minúscula, porque ela não gosta de maiúsculas). A SA squad. Todas nós escritoras (bem, eu tento ser, mas enfim), amigas e que nunca se viram. Exceto a Laís e Gih que são lá de POA. A grande maioria nunca se viu, nem se tocou, etc.
A Bienal desse ano tá aí pra gente, mas eu não acho que eu vá conseguir ir e não quero ficar pensando nisso agora, porque vai doer demais. Enfim, eu já falei delas aqui antes, e são ótimas, lindas, maravilhosas, talentosas, loucas da melhor maneira que se pode ser. <3 pra vocês. Me perdoem por não conseguir ser tão ativa no grupo e por sempre que apareço estar meio loka. Ou obrigado por não desistirem de mim apesar disso (sim, eu lembrei daquele link do ‘diga obrigada ao invés de me desculpe’)

*caramba esse tópico ficou tão doido quanto o grupo em si*

Miga e migos do CC: Dana, João, Eduardo, Diego, Paulo e Tino.
Assim como com as meninas do SA eu já falei deles no  post sobre pessoas especiais, tudo gente maravilhosa e inspiradora. E vocês sabem que eu sou toda amor com o CC e não é só pelo conteúdo é por quem está nos bastidores também. Já imaginei como seria conhecer esses seis e não foi só uma vez. Poderíamos ter longas e loucas conversas, claro se eu não surtar e travar, mas que podemos, podemos.

Felipe: Mais um amigo virtual e pessoa que citei no post das pessoas especiais. Rola a mesma esquisitice, mas eu fico mais de boa porque o Felipe é (como disse no twitter) a pessoa que não me deixa desistir de pessoas, e ele é tão fascinado por nós seres humanos e tão good vibes, 'vamos amar as pessoas’ que acho que ele não chegaria a me odiar, nem nada. (nossa eu tô parecendo meio insegura, né? Cancela). O Felipe, quero conhecer, quando eu for visitar e conhecer o Rio de Janeiro, olha que maravilhoso. Aí já roubo ele como guia também, porque se não me perco lá.  


***

E é isso,  não vai ter 5 tópicos graças a uma coisa que descobri essa semana, eu não sou fangirl. Tipo eu nunca fui fã de nada, e nem sou (já até comentei isso por aqui), eu não sei ficar louca em algum ator/atrix, escritor/a, integrantes de bandas, etc. e também já falei sobre a esquisitice com os personagens, o que me deixa com dois tópicos em branco e sem saber. E não quero me bloquear, nem atrasar de novo, e e é por isso que por hoje é só!

 ***

Uma pergunta antes de ir, você que me lê, acha que a qualidade dos posts tem caído? Principalmente desse e do último? Não se acanhe em dizer o que acha, depois eu explico o porque da pergunta. 

Até mais ver :)

6.3.16

Desafio das 52 semanas - Tema 8: Os melhores filmes infantis que já assisti foram...

Vocês me conhecem, vocês sabem que esse tema tem cara de complicado. Filmes: gente, tô tentando ver três por mês e posso falhar bem no segundo mês. Tenho só mais esse 29 de fevereiro pra correr atrás disso. (atualização, não falhei, mas também não fiquei satisfeita com o que vi em fevereiro, não). Coisas preferidas: como lidar, pergunto-me.

Antes de mais nada a Dani fez um post 10/10 com esse tema, me deu uma vontadezinha de desistir também, porque né, mas a gente segue.

Não sei se vocês se lembram, mas eu até já disse aqui anteriormente que escrevo meus post em tempo real (?), que quando eu não escrevo ele de uma vez, vou continuando ao longo dos dias e mesmo com algumas passagens de tempo erradas quando vou postar eu deixo e tal. Pois é esses primeiros parágrafos foram escritos há mais de uma semana, ou seja, tô bloqueada sem saber que filmes escolher e mais do que isso, sem lembrar de filme nenhum, como se eu nunca tivesse visto e fiquei novamente atrasada no desafio. Bem, é por isso que vou burlar o Desafio 52.

Aqui vai uma lista de 5 filmes infantis, mas não os meus preferidos, apenas os...

 5 filmes que eu lembro que gostava quando pequena


Wall-E: Ok, eu já não era tão pequena assim quando vi Wall-E, assisti na escola ainda e devia ter sei lá, 12, 13 anos. Não sei. Mas eu adorei, porque TÃO FOFINHOOO e por outros motivos também, mas nossa, *ataque de fofura* “Eu não quero sobreviver, eu quero viver”. Adorei também.

Matilda: CARAA, muito infância esse filme. Me lembro direitinho dela escrevendo o nome naquela meleca que ela tinha feito no balcão. Tão inteligente a garota. Adorava esse filme e ao mesmo tempo ele é muito “???” a diretora rodando a criança pelo cabelo, gente, QUÊ?

Rei Leão: Eu vi esse filme um total de 2194728477343 vezes. Em parte por causa do meu irmão, em parte porque gostava mesmo. Chorei com a morte do Mufasa “pai, vamos pra casa...” </3 Pior é que tinha que chorar escondida quando não estava vendo sozinha. PÉSSIMO. Eu também cantava as músicas antes, durante e depois...

 HAKUNA MATATA É LINDO DIZERRRRR HAKUNA MATATAA...

*vai no google relembrar*

É O CICLO SEM FIIIIMMM

ESSA NOITE O AMOR CHEGOU, CHEGOU PRA FICARRRR (um dos meus primeiros ships)

Memória aleatória que tenho: pedir pra minha mãe colocar a fita cassete (nem tô velha) pra eu ver o filme, e eu cochilar e acordar na parte em que eles estavam no cemitério de elefantes. E isso aconteceu pelo menos umas duas vezes.
E esse filme é tão antigo, meu Deus. Eu estava no pré gente. E já fazia 10 anos que tinha sido lançado.   

Barbie em O lago dos cisnes: Ah eu era uma criança feliz. Não lembro o que acontece. Provavelmente eu iria odiar hoje em dia por n motivos, mas eu adorava quando era pequena. E lembro que depois de assistir ele ou um dos outros filmes da Barbie meu irmão virou pra mim e me chamou e boba porque eu via os filmes e ficava achando que iria acontecer coisas parecidas comigo. ME DEIXA SER FELIZ, CARALHO.

El dourado: eu tenho uma memória estranha de uma das vezes em que esse filme passou na sessão da tarde, e eu ia ver pela segunda vez, mas ai eu tive que largar de ver ele (?) lembro que eles tinham acabado de chegar na praia lá... enfim, não tô nem fazendo sentido. Eu nem lembro bem o que acontece, mas eu lembro que gostava, então tá aqui!

*fim do Sprint no SA e um post (talvez não muito bom) pronto*