ou alguma coisa sobre (não ter) newsletter nessa parte da minha vida (?)
Algumas vezes acontece de várias pequenas coisas acabarem fazendo com que eu pense e/ou queira uma coisa em comum. Deve haver alguma palavra sem tradução pra isso, mas eu ainda não conheço ela. Enfim, eu estava aqui pensando sobre coisas que surgiram em minha mente na última semana que poderiam render post pra cá e acabei me lembrando de várias coisas que pareciam estar interligadas:
* No penúltimo post do desafio semanal eu falei sobre defeitos, e um deles foi o fato de enjoar fácil de tudo - que até agora não sei se é defeito - hoje quando a Dani comentou eu me lembrei de coisas da última semana. Enjoo de fotos de perfil, de fotos aleatórias minhas que amei e então duas semanas depois não aguento mais ver, do feed do instagram... Quando eu não enjoo, eu paro de reparar e vira algo de fundo.
* Antes disso comentamos no SA bem por cima sobre estar tentando se afastar dessa coisa toda de loka dos signos e horóscopos etc, coisa que já fiz antes e fiquei anos afastada até voltar muito pior ano passado, no meu caso porque estou saturada/enjoando do tanto que falei disso.
* Ontem comentei enquanto esperava o ônibus depois de encontrar outra loka dos signos sobre como parece que meu campo de assuntos e conhecimento tá limitado e que tenho falado muito de signo e sendo muito associada a loka dos signos e crushs.
* Começo da semana (ou será que foi semana passada?) eu comentei no twitter que já sabia até o dia que mandaria uma news caso tivesse uma. A Dani veio me incentivando a criar uma, eu me lembro de dizer que iria pensar e criaria quando eu soubesse que escrever no primeiro post. Eu não pensei no que eu escreveria. E nem criei. Não tive tempo, estou em fim de semestre e não quis. Um dos motivos pelo quais não quis é porque eu não estaria satisfeita com o que faria com uma news agora.
Acabaria comigo olhando pras indicações semanais (se é que teriam) e pensando sobre como não consumi nada muito interessante pra indicar. Sobre como eu tenho gastado muito tempo com coisas que não preenchem meus dias e deixado de consumir coisas que eu considero mais e por aí vai.
Ficaria frustrada com falta de assunto, de saber onde ir e de textos que como este aqui que quando chegam no meio me deixam sem saber porque comecei ou aonde queria chegar. E eu não preciso disso agora. Estas tentativas pro Luft já me fecham a cota de "que que eu tô fazendo aqui" que eu consigo aguentar sem querer reclamar.
Eu decidi naquele dia que eu só criaria uma news quando eu estivesse mais no caminho da pessoa que eu tô a fim de ser mais agora.
E a pessoa que eu quero ser é a pessoa que teria bons textos/vídeos, de boas pessoas, pra indicar numa news, que vê mais filmes, que passa menos tempo rodando timeline de rede social, que vê as séries que diz que vai ver. Que escreve uns textos legais. Que vive mais coisas lá do lado de fora. Que faz reflexões importantes. Que consegue parar a inquietação sua e do próprio cérebro pra ter essas reflexões. Que consegue ser a nova mulher maravilha e conciliar tudo isso -n.
E não sei como isso acabou sendo sobre uma newsletter que eu nem planejo ter quando era pra falar sobre eu estar me sentindo enjoativa. E sobre como eu tenho sentido que tô pegando a inteligência que tenho e usando ela pra nada. E que não tenho me sentido muito interessante nos últimos dias*, e que enjoar de tudo me enjoa, me rende um desgaste e um desânimo difíceis de lidar. Querer sempre o novo não é tão poético na vida real, acreditem.
* é bom quando alguém fala algo que faz você pensar que ela te acha, mas eu mesma me achar conta demais.
Acho que o grande problema está no fato de que, como dito antes, eu enjoo de tudo. Um mesmo assunto me satura demais. Semana de provas, por exemplo, eu fico fugindo das rodinhas de gente falando da prova. Fácil quando é fugir das pessoas, difícil quando você também está se saturando. E se encontra num sábado a noite sem poder fazer o post que passou a semana inteira querendo fazer porque enjoou do assunto, quando vê está escrevendo um completamente diferente.
E ainda no fato de não conseguir administrar o que faz com o tempo.
-h.
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5.6.16
9.5.16
Para o que eu preciso deixar ir
És uma pessoa. És um blog.
Mudastes a minha vida, muito provavelmente, estaria eu em
algum outro “lugar” da minha própria personalidade não fosse por ti, quero lhe
ser grata e guardar-te com carinho em mim. Em meu coração. E para isso preciso
deixar que vás.
Há uma chance real de que nossas almas já não falem mais na
mesma frequência, talvez ainda sejam muito parecidas, mas não funcione como
deveria funcionar e como sempre funcionou. Metade de mim sabe que tem que dizer
adeus, a outra metade não sabe fazer isso ou como lidar com o fato de que tudo
sempre acaba para gente.
Meu coração tem a esperança de que ainda haverá outros
momentos, em alguma noite ou tarde num lugar qualquer. Numa frequência que é
nossa. Mas é só esperança, e agora preciso deixar que vás.
Não quero transformar-te em um peso para mim e para minha
alma. Estou muito perto de o fazê-lo. Quero guardar-te como algo bom, que de
fato és.
Preciso dizer adeus logo. Preciso que me diga adeus logo.
Preciso dizer adeus logo. Preciso que me diga adeus logo.
***
(Não estou me despedindo do Luft, caso tenha parecido, não deveria.)
7.5.16
50 questões que vão libertar a minha mente?
Muito provavelmente vocês não saibam (talvez suspeitem), mas o fato é que eu me tornei a loka das listas. Sim, pois é. Tudo começou com a das 101 coisas em 1001 dias e depois de lá foi só ladeira a baixo com lista de nuncas, listas de 18 coisas para se fazer antes dos 18 (tá dando ruim SOCORR), listas de coisas x, conta no listography, vibe de fazer coisas, renascimento da lista de coisas para se fazer na vida, cadastro no Day Zero Project... (não necessariamente nessa ordem) E eu só tô falando isso pra tentar contextualizar vocês e evitar o sentimento de "não tô entendendo nada que a Helena tá falando".
Ainda quero fazer um post falando sobre fazer coisas e (essas) listas de experiências, no entanto tô aqui hoje pra falar sobre listas que não as minhas. Na sexta (retrasada, já que atrasei em finalizar esse post) eu li o post do Felipe e lá eu achei o link do Day Zero Project, um site em inglês (</3) para criação de listas, que permite interação entre os usuários e tem umas coisas bem legais (inclusive para quem não é cadastrado), tipo a ideia batlle que achei MARAVILHOSA e o top 101 com as 101 experiências mais populares entre os usuários. Tem umas ideias muito bacanas e um dos itens desse top me levou há um link com uma outra lista (é um buraco sem fim), dessa vez uma lista de 50 perguntas que prometem libertar sua mente. Será mesmo? (e aqui chegamos onde interessa depois de dois parágrafos excessivamente longos de introdução)
Enquanto lia as 50 perguntas fiquei com vontade de traduzi-la para relembrar dos tempos em que eu traduzia textos e coisas das internets, além de também querer responder as perguntas em algum lugar(vai que liberta minha mente mesmo) porque, mesmo sendo umas coisas meio clichêzinhas, eu gostei* Pensei então "por que não fazer as duas coisas lá no Luft?" Por que, não, né?
Então cá estou eu com a cara e a coragem e rezando pra Deus me dar forças pra ir até o fim disso.
*acho que parte do processo de tentar ser totalmente good vibes etc é aceitar a cafonice.
Ainda quero fazer um post falando sobre fazer coisas e (essas) listas de experiências, no entanto tô aqui hoje pra falar sobre listas que não as minhas. Na sexta (retrasada, já que atrasei em finalizar esse post) eu li o post do Felipe e lá eu achei o link do Day Zero Project, um site em inglês (</3) para criação de listas, que permite interação entre os usuários e tem umas coisas bem legais (inclusive para quem não é cadastrado), tipo a ideia batlle que achei MARAVILHOSA e o top 101 com as 101 experiências mais populares entre os usuários. Tem umas ideias muito bacanas e um dos itens desse top me levou há um link com uma outra lista (
Enquanto lia as 50 perguntas fiquei com vontade de traduzi-la para relembrar dos tempos em que eu traduzia textos e coisas das internets, além de também querer responder as perguntas em algum lugar
Então cá estou eu com a cara e a coragem e rezando pra Deus me dar forças pra ir até o fim disso.
*acho que parte do processo de tentar ser totalmente good vibes etc é aceitar a cafonice.
***
50 questões que vão libertar sua mente
Tradução por eu mesma.
(Helena C. Prieto- pra quem não leu ali em cima)
Essas questões não possuem respostas certas ou erradas.
Porque alguma vezes fazer as perguntas certas é a resposta.
16.4.16
Quando o lugar sufoca
Às vezes rola uma certa confusão mental. Eu abro o blog e vou ler comentários nos meu últimos textos, em seguida percebo como que, de acordo com os comentários, o texto passa todo um tom complicado, pra não dizer triste e confuso. Eu não releio o texto pra pesar isso, mas fica o pensamento na cabeça de "não era pra ser bem assim. não é bem assim". E talvez eu tenha chegado perto de entender o que acontece.
De 4 a 6 dias na semana eu fico bem. Eu ando por aí, sorrio e acredito que a vida vai ser boa. Danço em frente aos espelhos da casa, enquanto a limpo, me achando linda e pensando que meu cabelo está em sua melhor fase. Canto por aí, sorrio e faço sorrir. Mantenho as good vibes, e são pequenos os momentos que alguma bad ou treta mental me pega. Ignoro os pensamentos ruins e consigo me manter em frente. E bem. Tudo muito verdadeiramente.
Mas então, os fins de semanas chegam. Os domingos chegam. As tardes de sábado nem tão boas e as noites conturbadas chegam. Ás vezes há os feriados. Às vezes há a perspectiva deles serem prolongados. E em quase todas as vezes há 95% de chance de que eu fique em casa.
E nesses dias listados eu me encontro tão frustrada.
A casa sufoca, a família sufoca. As paredes parecem aprisionar e os dias se estendem, as conversas não desenvolvem da maneira certa e costumeira, o abafamento fica pior. As circunstâncias impedem, limitam e me deixam com um peso no peito. O lugar sufoca. A vida não parece que vai ser tão boa assim. Começa a parecer que não vai ser o suficiente. O riso é triste e dá uma vontade de chorar.
Dá uma vontade de ser alguém diferente, de estar em algum lugar que não esse. De ter uma vida diferente. O coração quer voltar para um lugar que nunca esteve. Fernweh é a palavra alemã para quando se deseja ir para um lugar onde você não pode ir. Para quando se sente saudades de um lugar onde nunca se esteve (recomendo a série de palavras da semana do QAMDE). "Fernweh" é uma das palavras que podem ser usadas na tentativa de descrever meus sentimentos nos dias em quepreciso não tenho escolha a não ser ficar em casa.
E com meu sentimento de "I don't belong here" que bate quando estou sentada (não da melhor forma possível) em minha cama lendo uma conversa na manhã de sábado, tendo que suportar o fato de como o quarto tem ficado quente por causa da posição do sol, eu venho até o Luft, sabe se lá porquê, e escrevo. E esses textos escritos em dias mais ou menos como hoje, não captam nada dos dias bons, das pessoas com iniciais iguais que acabam chegando na nossa vida e nos fazem bem, dos dias de riscar nuncas da lista, das conversas animadas...
Depois de escrever eu acabo postando. Não gosto de textos esperando pra serem postados por vários dias. Não gosto de jogá-los fora. E o Luft é pra ser um dos meus " save places" e como diz a Giu, do blog citado ali em cima, aqui lê quem quiser. Não preciso despejar isso em ninguém. Então acabo postando.
E alguém acaba lendo, talvez comente. E eu vejo esse comentário em um dos dias em que a vida é boa. Ai não entendo mais nada, achando que "não é bem assim", mas é. Só não é todo dia. E nem todo fim de semana é ruim, nem todo dia "normal" é bom. Melhor do que parece, pior do que eu desejaria.
Não sou uma pessoa triste, mas provavelmente já fui mais feliz. E ando mais ou menos do jeito que lê um livro com o trecho "você é mais feliz por fora do que por dentro" e grifa porque acha que tudo ali fala com si mesma. Mas também do jeito que acha muito ruim começar a achar que não está na sua melhor epóca ou que a vida não é boa... Bem, qualquer hora eu escrevo sobre momentos de transição e o não saber quem é. Agora eu vou ver se ainda dá pra fazer essa sábado melhorar porque eu também sou desse tipo.
De 4 a 6 dias na semana eu fico bem. Eu ando por aí, sorrio e acredito que a vida vai ser boa. Danço em frente aos espelhos da casa, enquanto a limpo, me achando linda e pensando que meu cabelo está em sua melhor fase. Canto por aí, sorrio e faço sorrir. Mantenho as good vibes, e são pequenos os momentos que alguma bad ou treta mental me pega. Ignoro os pensamentos ruins e consigo me manter em frente. E bem. Tudo muito verdadeiramente.
Mas então, os fins de semanas chegam. Os domingos chegam. As tardes de sábado nem tão boas e as noites conturbadas chegam. Ás vezes há os feriados. Às vezes há a perspectiva deles serem prolongados. E em quase todas as vezes há 95% de chance de que eu fique em casa.
E nesses dias listados eu me encontro tão frustrada.
A casa sufoca, a família sufoca. As paredes parecem aprisionar e os dias se estendem, as conversas não desenvolvem da maneira certa e costumeira, o abafamento fica pior. As circunstâncias impedem, limitam e me deixam com um peso no peito. O lugar sufoca. A vida não parece que vai ser tão boa assim. Começa a parecer que não vai ser o suficiente. O riso é triste e dá uma vontade de chorar.
Dá uma vontade de ser alguém diferente, de estar em algum lugar que não esse. De ter uma vida diferente. O coração quer voltar para um lugar que nunca esteve. Fernweh é a palavra alemã para quando se deseja ir para um lugar onde você não pode ir. Para quando se sente saudades de um lugar onde nunca se esteve (recomendo a série de palavras da semana do QAMDE). "Fernweh" é uma das palavras que podem ser usadas na tentativa de descrever meus sentimentos nos dias em que
Depois de escrever eu acabo postando. Não gosto de textos esperando pra serem postados por vários dias. Não gosto de jogá-los fora. E o Luft é pra ser um dos meus " save places" e como diz a Giu, do blog citado ali em cima, aqui lê quem quiser. Não preciso despejar isso em ninguém. Então acabo postando.
E alguém acaba lendo, talvez comente. E eu vejo esse comentário em um dos dias em que a vida é boa. Ai não entendo mais nada, achando que "não é bem assim", mas é. Só não é todo dia. E nem todo fim de semana é ruim, nem todo dia "normal" é bom. Melhor do que parece, pior do que eu desejaria.
Não sou uma pessoa triste, mas provavelmente já fui mais feliz. E ando mais ou menos do jeito que lê um livro com o trecho "você é mais feliz por fora do que por dentro" e grifa porque acha que tudo ali fala com si mesma. Mas também do jeito que acha muito ruim começar a achar que não está na sua melhor epóca ou que a vida não é boa... Bem, qualquer hora eu escrevo sobre momentos de transição e o não saber quem é. Agora eu vou ver se ainda dá pra fazer essa sábado melhorar porque eu também sou desse tipo.
14.4.16
Procrastinação e covardia
De acordo com o Dicionário Aurélio, procrastinar é:
Se você leu minha pequena (e muito simpática) bio ali do lado direito sabe que deixo muito pra depois(se não leu, tá na hora!). E uso demasiadamente de delongas. Se você lê esse blog, sabe que protelo decisões e afazeres, posts, filmes, séries, livros, trabalhos, textos, tudo e mais um pouco eu enrolo, deixo pra depois. E acabo me frustrando.
É um ciclo péssimo de arranjar o que fazer, anotar (ou não), enrolar e ficar se lembrando, começar a se pressionar internamente, continuar enrolando, frustrar, sentir-se mal, fazer ou não, repete.
Nunca tinha sido assim. Antes procrastinação era ficar batendo papo no Facebook com minha amiga quando deveria acabar de escrever uma cena, ou rolar a TL, esse tipo de coisa. Ultimamente tenho notado que procrastinar tomou outras proporções. Tem ficado mais sério e problemático. Já não é só procrastinar rolando TL de rede social, isso aí já virou uma espécie de rotina na minha vida. É tentar arranjar coisas, ou lembrar-se delas, quando se está prestes a fazer aquela que provavelmente deveria ser feita mais rápido ou que significa maior responsabilidade, que represente algo maior.
É como ter teu cérebro trabalhando contra você.
Exemplo:
*tenho que pensar naquela ideia*
*Acha um tempinho e fala "vou pensar agora"*
Cérebro: lembra daquela coisa meio inútil, daquela outra meio importante, mas não urgente, lembra que você não sabe o que fazer, do horoscopo dizendo sei lá o quê, do negócio da faculdade...
Exemplo 2:
*tenho que perguntar pro meu pai sobre Belo Horizonte*
*pensa num momento*
Cérebro: mil desculpas, mil enrolações.
Virou fuga e covardia. Não sou do tipo que foge, não gosto de covardia. IMAGINEM.
E não é só dizer "vou fazer, não vou mais me auto sabotar", huhum, porque foge um pouco do controle. É apenas... frustrante, e te faz sentir bem lixo em alguns dias, se querem saber. Aos domingos tem sido sufocante. Tanto que qualquer ideia de rolezinho eu tô topando.Não que eu não goste dos rolezinhos, mas ficar em casa nem representa uma opção muito considerável mais.
Mas o pior dessa enrolação mesmo é que quanto menos coisas há pra fazer, menos se faz. É a lei da inércia na sua forma mais desagradável. E eu tô nessa desde ano passado. Não tô sabendo lidar, claramente. E sufoca. O nada me sufoca.
Aguardemos os próximos episódios pra ver onde chego.
1. Deixar para depois.
2. Usar de delongas.
Se você leu minha pequena (e muito simpática) bio ali do lado direito sabe que deixo muito pra depois
É um ciclo péssimo de arranjar o que fazer, anotar (ou não), enrolar e ficar se lembrando, começar a se pressionar internamente, continuar enrolando, frustrar, sentir-se mal, fazer ou não, repete.
Nunca tinha sido assim. Antes procrastinação era ficar batendo papo no Facebook com minha amiga quando deveria acabar de escrever uma cena, ou rolar a TL, esse tipo de coisa. Ultimamente tenho notado que procrastinar tomou outras proporções. Tem ficado mais sério e problemático. Já não é só procrastinar rolando TL de rede social, isso aí já virou uma espécie de rotina na minha vida. É tentar arranjar coisas, ou lembrar-se delas, quando se está prestes a fazer aquela que provavelmente deveria ser feita mais rápido ou que significa maior responsabilidade, que represente algo maior.
É como ter teu cérebro trabalhando contra você.
Exemplo:
*tenho que pensar naquela ideia*
*Acha um tempinho e fala "vou pensar agora"*
Cérebro: lembra daquela coisa meio inútil, daquela outra meio importante, mas não urgente, lembra que você não sabe o que fazer, do horoscopo dizendo sei lá o quê, do negócio da faculdade...
Exemplo 2:
*tenho que perguntar pro meu pai sobre Belo Horizonte*
*pensa num momento*
Cérebro: mil desculpas, mil enrolações.
Virou fuga e covardia. Não sou do tipo que foge, não gosto de covardia. IMAGINEM.
E não é só dizer "vou fazer, não vou mais me auto sabotar", huhum, porque foge um pouco do controle. É apenas... frustrante, e te faz sentir bem lixo em alguns dias, se querem saber. Aos domingos tem sido sufocante. Tanto que qualquer ideia de rolezinho eu tô topando.Não que eu não goste dos rolezinhos, mas ficar em casa nem representa uma opção muito considerável mais.
Mas o pior dessa enrolação mesmo é que quanto menos coisas há pra fazer, menos se faz. É a lei da inércia na sua forma mais desagradável. E eu tô nessa desde ano passado. Não tô sabendo lidar, claramente. E sufoca. O nada me sufoca.
Aguardemos os próximos episódios pra ver onde chego.
***
Começo do mês passado teve um episódio com os posteres que costumavam ficar na parede do meu quarto, que me aliviou de um jeito que não sei nem explicar. Hoje eu lembro de estar pensando que me sinto precisando daquilo de novo, mas que não há mais pôsteres em paredes nenhuma pra arrancar. Não sei não, mas escrevi esse post pensando que esse bloco de to do list, pode não ficar inteiro por muito tempo mais ~lua. Já faz um tempo que enfrento uma relação de amo/odeio - coisa meio tóxica e que eu não gosto nadinha - com esse bloco, afinal de contas.
11.4.16
Não é que eu seja uma pessoa noturna
Eu já comentei (por alto) aqui no Luft sobre minha necessidade em ficar sozinha, apenas eu comigo mesma. O que posso não ter comentado é que é muito comum não conseguir suprimir essa vontade, ter ela desrespeitada ou menosprezada por quem quer que seja. Às vezes pela minha própria vida e as circunstâncias. Afinal, cheguei - juntamente com uma colega - essa semana a conclusão de que minha vida faz o que ela quer. E eu também faço, a propósito, o que dá umas tretas.
Mas enfim, na ultima semana eu dormi tarde e acordei cedo e fiquei toda errada e estranha (de uma forma que eu não sei se conhecia) a semana toda. Na sexta as consequências disso chegaram em seu pior ponto e foi uma noite bem *insira aqui emoticon sem boca*. Desde o meio da semana também venho tentado dormir mais cedo e falhado. O que acontece é que chego em casa, madrugada começando, e apesar de saber que preciso descansar e de estar com o corpo e com o cérebro mais lentos e talvez até, estranhos, uma parte de mim também parece se animar. Tem ideias, quem ir fazer as coisas que de alguma maneira, eu nunca consigo fazer durante o dia e que a continuidade da presença na minha to do list começa a me pressionar e me deixar quase como ansiosa.
Esse texto é a prova viv... escrita de tudo isso que disse. Quis escrevê-lo na madrugada de hoje, mas resolvi ser responsável e dormir. No fim das contas, nada deu certo. Estou sofrendo para tirá-lo de mim agora no meio dessa tarde quente e que está me deixando tudo menos bem e feliz. Com esse silêncio tenso no ar, o qual só me incomoda porque os motivos que fizeram com que existisse me incomodam, não porque me importo com a magoa de quem faz esse silêncio reinar aqui.
E eu só desejo firmemente que a noite chegue logo. Porque apesar de abafada e quente ainda é mais minha do que de qualquer outra pessoa. Não preciso dividi-lá com ninguém.
Ok, há essa altura eu já perdi totalmente o foco, e falei coisas que nem planejava, socorr. Eu acabei descobrindo que tô num momento em que gosto de acordar no começo da manhã. Principalmente quando está fresquinho. Gosto da calmaria do começo do dia. Do maior espaço de tempo para "viver". Não gosto de acordar cedo aqui. Porque aqui eu não vou dormir cedo. Não vou dormir cedo, não por gostar de ficar acordada madrugada adentro. Não porque alguma espécie de magia acontece (embora claro que goste e magias sempre podem acontecer, mas não por isso). Mas é porque de madrugada eu consigo ficar sozinha. E mesmo que eu ainda tenha que tomar cuidado com barulhos, mesmo que eu fique comendo mais do que deveria e não goste disso, não tenho que lidar com o barulho de ninguém me impedindo de pensar e fazer minhas coisas. De ler ou escrever. Não tenho que dividir espaços que eu nem deveria mesmo ter que dividir.
De madrugada, e nos dias que não tem aula, a noite mesmo, igual hoje, eu posso ficar de boinhas comigo mesma. É quase como ficar sozinha. E eu já reparei várias e várias vezes como isso é importante pra mim, mas agora tá num momento complicado porque parece que só consigo fazer as coisas assim. E complicado porque chego de madrugada, se não vou dormir e sim fazer coisinhas, no dia seguinte começo a descer uma ladeira que só vendo. Fica complicado conseguir dormir e ter tempo pra mim mesma, preciso do dois, mas não ando conseguindo fazer os dois muito bem nos últimos dias.
Tudo isso aí me fez pensar que tenho me tornado muito noturna (faz anos) e meio que tudo bem, porque a noite tem lá suas coisas legais. Prefiro o dia pra sair de casa, mas ninguém tá saindo aqui mesmo. Mas ao mesmo tempo não tá tudo bem, porque eu ainda passo muito tempo acordada durante o dia pra não conseguir viver/fazer minhas coisas minimamente bem e desejando que a noite chegue. T/ô nada satisfeita com isso.
E pensando aqui, não é que eu seja uma pessoa noturna é que quase não sobre espaço pra mim durante o dia.
Mas enfim, na ultima semana eu dormi tarde e acordei cedo e fiquei toda errada e estranha (de uma forma que eu não sei se conhecia) a semana toda. Na sexta as consequências disso chegaram em seu pior ponto e foi uma noite bem *insira aqui emoticon sem boca*. Desde o meio da semana também venho tentado dormir mais cedo e falhado. O que acontece é que chego em casa, madrugada começando, e apesar de saber que preciso descansar e de estar com o corpo e com o cérebro mais lentos e talvez até, estranhos, uma parte de mim também parece se animar. Tem ideias, quem ir fazer as coisas que de alguma maneira, eu nunca consigo fazer durante o dia e que a continuidade da presença na minha to do list começa a me pressionar e me deixar quase como ansiosa.
Esse texto é a prova viv... escrita de tudo isso que disse. Quis escrevê-lo na madrugada de hoje, mas resolvi ser responsável e dormir. No fim das contas, nada deu certo. Estou sofrendo para tirá-lo de mim agora no meio dessa tarde quente e que está me deixando tudo menos bem e feliz. Com esse silêncio tenso no ar, o qual só me incomoda porque os motivos que fizeram com que existisse me incomodam, não porque me importo com a magoa de quem faz esse silêncio reinar aqui.
E eu só desejo firmemente que a noite chegue logo. Porque apesar de abafada e quente ainda é mais minha do que de qualquer outra pessoa. Não preciso dividi-lá com ninguém.
Ok, há essa altura eu já perdi totalmente o foco, e falei coisas que nem planejava, socorr. Eu acabei descobrindo que tô num momento em que gosto de acordar no começo da manhã. Principalmente quando está fresquinho. Gosto da calmaria do começo do dia. Do maior espaço de tempo para "viver". Não gosto de acordar cedo aqui. Porque aqui eu não vou dormir cedo. Não vou dormir cedo, não por gostar de ficar acordada madrugada adentro. Não porque alguma espécie de magia acontece (embora claro que goste e magias sempre podem acontecer, mas não por isso). Mas é porque de madrugada eu consigo ficar sozinha. E mesmo que eu ainda tenha que tomar cuidado com barulhos, mesmo que eu fique comendo mais do que deveria e não goste disso, não tenho que lidar com o barulho de ninguém me impedindo de pensar e fazer minhas coisas. De ler ou escrever. Não tenho que dividir espaços que eu nem deveria mesmo ter que dividir.
De madrugada, e nos dias que não tem aula, a noite mesmo, igual hoje, eu posso ficar de boinhas comigo mesma. É quase como ficar sozinha. E eu já reparei várias e várias vezes como isso é importante pra mim, mas agora tá num momento complicado porque parece que só consigo fazer as coisas assim. E complicado porque chego de madrugada, se não vou dormir e sim fazer coisinhas, no dia seguinte começo a descer uma ladeira que só vendo. Fica complicado conseguir dormir e ter tempo pra mim mesma, preciso do dois, mas não ando conseguindo fazer os dois muito bem nos últimos dias.
Tudo isso aí me fez pensar que tenho me tornado muito noturna (faz anos) e meio que tudo bem, porque a noite tem lá suas coisas legais. Prefiro o dia pra sair de casa, mas ninguém tá saindo aqui mesmo. Mas ao mesmo tempo não tá tudo bem, porque eu ainda passo muito tempo acordada durante o dia pra não conseguir viver/fazer minhas coisas minimamente bem e desejando que a noite chegue. T/ô nada satisfeita com isso.
E pensando aqui, não é que eu seja uma pessoa noturna é que quase não sobre espaço pra mim durante o dia.
7.4.16
A dor não nos matará
Estou sendo levada a crer que há dois tipos de textos e narrativas. As que o autor deixa bem claro o que ele quer dizer e as em que o autor deixa pra que, nós leitores, achemos nas entrelinhas de suas frases a mensagem que quer passar. O "Faça boa arte" é um discurso que figura entre meus queridinhos e exemplifica o primeiro tipo, já o "A dor não nos matará" acabou de ser apresentado a mim e faz parte do segundo grupo, e é por causa dele que este texto está sendo escrito.
Enquanto que Neil Gaiman deixa bem claro o que quer de nós, no caso, que façamos boa arte, Jonathan Franzen faz diferente. Ele fala, e fala de tecnologia e redes sociais, de amor, de pássaros e BlackBerry's, mas não deixa tão claro assim o que quer de nós. E apesar, de que todo texto sempre nos faz pensar em muito mais do que está sendo dito em seus parágrafos, esses que exigem que eu olhe pras entrelinhas, pras ligações implícitas entre uma historinha e outra, me instigam a refletir mais sobre mim e minha vida ou o momento em que estou, do que os outros.
E eu não estou aqui hoje pra falar sobre os pássaros, os blackberry's e os "curtir", porque Franzen já fez isso, e provavelmente de maneira muito mais articulada do que a que eu faria. Eu estou aqui pra falar de mim mesma (o que sempre faço nesse blog, nas entrelinhas ou não), e pra tentar entender todas essas pequenas questões que, às vezes me ocorrem enquanto leio um discurso que estava aqui salvo há mais de um mês, depois de ter sido indicado pela Ana Vitória na sua newlestter.
Vamos lá, peixinhos!
Franzen fala muito sobre curtir as pessoas e sobre amar uma pessoa:
Não que isso seja ruim. Não é. Eu agradeço muito por ter essas pessoas, mas é que às vezes fica meio sei lá... ("Sei lá", como sou boa descrevendo sensações, não é mesmo? )
E é tão fácil curtir uma ou outra partícula, e tão mais difícil e complexo amar cada partícula de uma pessoa real. De um ser humano de carne e osso, cheio de falhas, cicatrizes e contornos não tão bonitos assim. Curtir é tão superficial. Amar é tão profundo.
Mas "amar" não é uma matéria na qual eu tenha sido uma boa aluna. Isso já faz algum tempo. Foi algo que eu fiz pra mim mesma. Em contrapartida parece que cada vez mais tenho sido boa em curtir as pessoas. A internet torna isso tudo tão mais fácil. Com todas essas pessoas maravilhosas que você só vê de longe. Que não tem contato com a dor, com as caras feias e os dias mau humorados. Com as palavras mal ditas, e a falta de gentileza. Ah "como são maravilhosas as pessoas que não conhecemos bem"*, e ah como é fácil "amar" quando não se vê os defeitos, quando não se vê o pior. E como é difícil a convivência, as estranhezas do dia a dia... Estar de cara não só com o pior dos outros, mas com o seu, porque ele se mostra quando se está com essas pessoas.
*quem é o autor disso?
Por fim, se for pra que meu texto deixe alguma mensagem, eu queria dizer pra que vocês não tenham medo da dor, ela não nos matará. Ela não nos matará. Eu gostaria de dizer pra que amem o quanto puderem, sempre que puderem. E façam o melhor que puderem com esse amor e com as consequências dele.
Eu continuarei... A dor não me matará. Nem agora e nem quando eu, finalmente, conseguir senti-la por amar cada partícula de uma pessoa.
Enquanto que Neil Gaiman deixa bem claro o que quer de nós, no caso, que façamos boa arte, Jonathan Franzen faz diferente. Ele fala, e fala de tecnologia e redes sociais, de amor, de pássaros e BlackBerry's, mas não deixa tão claro assim o que quer de nós. E apesar, de que todo texto sempre nos faz pensar em muito mais do que está sendo dito em seus parágrafos, esses que exigem que eu olhe pras entrelinhas, pras ligações implícitas entre uma historinha e outra, me instigam a refletir mais sobre mim e minha vida ou o momento em que estou, do que os outros.
E eu não estou aqui hoje pra falar sobre os pássaros, os blackberry's e os "curtir", porque Franzen já fez isso, e provavelmente de maneira muito mais articulada do que a que eu faria. Eu estou aqui pra falar de mim mesma (o que sempre faço nesse blog, nas entrelinhas ou não), e pra tentar entender todas essas pequenas questões que, às vezes me ocorrem enquanto leio um discurso que estava aqui salvo há mais de um mês, depois de ter sido indicado pela Ana Vitória na sua newlestter.
Vamos lá, peixinhos!
Franzen fala muito sobre curtir as pessoas e sobre amar uma pessoa:
"Não existe a possibilidade de curtir todas as partículas de uma pessoa real. É por isso que um mundo de curtição é, no limite, uma mentira. Mas é possível amar cada partícula de uma pessoa real."
"Tentar amar toda a humanidade pode ser um esforço digno, mas ironicamente mantém o foco em nossa individualidade, em nosso próprio bem-estar moral ou espiritual. Ao passo que, para amar uma pessoa específica e identificar-se com suas lutas e alegrias como se fossem suas, é preciso abrir mão de parte de si. "O que eu descobri é que quando mais se ama todo mundo, não se ama ninguém. E quanto mais amigos se tem, não se tem amigo nenhum. Há todas essas pessoas que guardo no peito, mas nenhuma que possui meu coração em sua maior parte. E todos esses amigos que gosto tanto, que gostam de mim tanto, que eu posso contar nas horas difíceis, mas nenhum que represente um único. Que eu posso contar em cada pequena hora. E já não sei o que isso quer dizer. Não há uma pessoa com a qual eu possa falar de todo e cada assunto. De cada parte da minha vida. E isso vai muito além da dificuldade em amar...
Não que isso seja ruim. Não é. Eu agradeço muito por ter essas pessoas, mas é que às vezes fica meio sei lá... ("Sei lá", como sou boa descrevendo sensações, não é mesmo? )
E é tão fácil curtir uma ou outra partícula, e tão mais difícil e complexo amar cada partícula de uma pessoa real. De um ser humano de carne e osso, cheio de falhas, cicatrizes e contornos não tão bonitos assim. Curtir é tão superficial. Amar é tão profundo.
Mas "amar" não é uma matéria na qual eu tenha sido uma boa aluna. Isso já faz algum tempo. Foi algo que eu fiz pra mim mesma. Em contrapartida parece que cada vez mais tenho sido boa em curtir as pessoas. A internet torna isso tudo tão mais fácil. Com todas essas pessoas maravilhosas que você só vê de longe. Que não tem contato com a dor, com as caras feias e os dias mau humorados. Com as palavras mal ditas, e a falta de gentileza. Ah "como são maravilhosas as pessoas que não conhecemos bem"*, e ah como é fácil "amar" quando não se vê os defeitos, quando não se vê o pior. E como é difícil a convivência, as estranhezas do dia a dia... Estar de cara não só com o pior dos outros, mas com o seu, porque ele se mostra quando se está com essas pessoas.
*quem é o autor disso?
Por fim, se for pra que meu texto deixe alguma mensagem, eu queria dizer pra que vocês não tenham medo da dor, ela não nos matará. Ela não nos matará. Eu gostaria de dizer pra que amem o quanto puderem, sempre que puderem. E façam o melhor que puderem com esse amor e com as consequências dele.
Eu continuarei... A dor não me matará. Nem agora e nem quando eu, finalmente, conseguir senti-la por amar cada partícula de uma pessoa.
3.4.16
Aniversários e listas
Em alguma noite da
última semana (provavelmente naquele começo de madrugada quando eu estava
reunindo todos os meus arquivos num lugar só para mandar para formatar) eu me
cadastrei no Listography, que para quem não sabe é um site (em inglês </3) feito
para amantes de listas ou viciados em organização de tarefas, em que você
bem, faz listas e publica elas para todo mundo ver (o não), separadas por categorias
e umas coisinhas assim.
Eu ainda nem usei
o Listography direito por uns n motivos, mas quando você faz seu cadastro e
recebe o e-mail com link para confirmação/ativação da conta também recebe uma lista
de dez itens sugerindo temas que você pode usar para fazer listas para publicar
lá no site. E eu sem nem ler os temas direito (até porque estavam em inglês e eu tava cansada da faculdade, era mais de uma da manhã) disse
para mim mesma que gostaria de fazer listas com alguns daqueles temas e até
salvei eles.
Eis a lista (sem
os dois primeiros itens que não faço ideia de quais eram, mas que não achei
bons ou necessários quando fui salvar):
- list your life to do list (essa eu não quero fazer, não)
- list all the jobs you've held (então, né)
- list 20 memories you'd keep if nothing else (essa vai exigir tudo de mim, por motivos kahdjka)
- list how you've celebrated your birthdays (vou falar daqui a pouco)
- list your hardest moments in life (as bad vibes a caminho)
- list your wish list (vai server pra me deixar ainda mais com o pensamento de que deveria ter nascido rica)
- list your pet peeves (cadê o tradutor? Ok, pet peeves são implicâncias, coisas “pequenas” que nos deixam irritados. Vai servir para ver como sou chata.)
- list crushes you've had throughout the years (crush, crush? Sorry not sorry, não sou obrigada)
- list your favorite book, movies, and tv shows (me recuso)
- list bands you've seen live (choro agora ou depois?)
Então, são cinco listas que pretendo fazer. Mas o que me trouxe até aqui foi o tema 4. O primeiro que tentei fazer - ainda esse começo de madrugada. E é engraçado que essas listas sempre levam a gente a pensar sobre coisas que passavam meio despercebidas, e a querer fazer diferente.
Eu já passei por
17 aniversários, e talvez você saiba disso. E o meu de 18 está há 7 meses de
distância. Até tenho uma lista de coisas para fazer antes dele (que tá mais
lenta do que uma lesma e já falei com um dos itens... ok, foco. Isso não é
relevante). Bem, para poupar trabalho e tempo de você aí, deixa eu mostrar como é
minha lista de “como foram celebrados meus aniversários”:
- Não lembro
- Nem desse
- Nada
- Huhum
- Menos ainda
- Não faço ideia
- Também não
- Foi nesse que teve aquele bolo? Que eu subi na cadeira e tal?
- Ou foi nesse?
- Nesse eu fiquei esperando que teria uma comemoraçãozinha por uns motivos aí, mas teve vários nadas. Pera, pode ser que tenha tido bolo.
- Foi nesse que teve pizza?
- Ou nesse? Questões...
- Não faço ideia do que fiz.
- Também não.
- Nem nesse. Ah foi o que a M. estava aqui em casa, e só lembro disso mesmo.
- Em São Paulo naquele dia cansativo.
- A M. estava aqui em casa. Estive extremamente decepcionada. Dormi muito, muito mesmo no sofá. Minha mãe achou que eu estava doente. Acho que melhorou depois, mas não lembro.
*os bolos que mencionei foram
aqueles de que a gente compra por quilo, que sempre tem alguém que faz, sabe?
Tipo de padaria. Porque um bolo ou outro, minha mãe costumava fazer sim e o
almoço com coisas que eu gosto.
O problema aí não
é minha má memória, é a falta de coisas que tinham potencial para que minha
memória guardasse. A grande questão é que essa lista me frustra demais. Tem
gente, que não comemora aniversários, que não gosta, mas eu não estou nesse
time. Eu não sou a louca dos aniversários (acho que isso ficou bem claro) e às
vezes passo eles pensando que é só mais um dia, mas eu estava fazendo essa lista
e pensando: “Deveria ser o MEU dia. O dia do meu nome, etc. Por que eu não fiz
coisas bacanas neles? ”.
Tenho esses
momentos em que acho que estou vivendo minha vida de um jeito muito “ok” e sem
grandes momentos, ou coisas que me fazem olhar para trás e gostar de lembrar de
tê-las feito/vivido. Sem os meus
momentos. E eu quero as grandes coisas, as grandes lembranças. E comemorações no
meu aniversário. E ser capaz de fazer uma lista onde eu possa colocar coisas
legais, nem que seja, “fui no cinema, vi um filme legal” ou “tomei um sorvete
que só pode ter sido feito por Deus e tive um bom dia”. Estaria bem felizinha
com coisas assim. E com umas coisas grandes também, mas nem precisaria de muitas.
Eu não quero mais
deixar o meu dia passar como qualquer outro, não quero mais olhar para ele e
dizer “é só mais um dia” e fazer as mesmas coisas, talvez nem tão animadoras
assim, que já faço nos outros 364 dias do ano.
E talvez tenha
sido a gota d’água o de 17. Eu me lembro de estar deitada no sofá, com uma
manta e decepcionada e triste, por causa de umas pessoas aí e odiar que meu
aniversário estivesse sendo daquele jeito. O de dezoitão não pode ser.
Crise a parte, vou ali tentar fazer outras listas.
***
Acabou virando desabafo,
lidemos, mas e você aí, costuma comemorar aniversários? Se sim, como? Tem algum
que é especial? Tell me, stranger!
17.3.16
Aquele escrito de madrugada
17/03 02:23 a.m.
Enquanto eu ligava o computador eu pensei em umas três formas diferentes de começar esse texto (será essa hora de atualizar o post sobre escrita que siau ontem?). Nesse meio tempo entre ligar o computador, abrir o navegador e o blogger pra de fato começar a escrever, coisas aconteceram que me deixaram meio eufórica (vide surtos no twitter pra mais informações) e até pensei que não ia mais escrever e poderia dormir, mas a euforia passou (ou quase toda ela passou) e as outras coisas não passaram, não totalmente. Também descobri que eu quero mesmo é começar esse texto do jeito que eu pensei quando estava na minha cama sem saber se vinha até aqui, se arranjava uma folha ou deixava. E descobri ainda que eu não faço ideia da onde eu quero ir com ele [texto], só sei o que quero que ele faça por mim.
Eu quero chorar. Pra algumas pessoas chorar é ruim, mas não pra mim. Quero dizer, nem sempre, não necessariamente. E sinto que derramar três ou quatro lagrimas não seja o suficiente pra mim essa noite, quero verter logo um rio, mas já que a fonte secou, eu só espero que escrever consiga tirar de mim o que as lágrimas não acabaram de extrair.
Não posso, não quero, ser especifica. Mas eu descobri uma coisa que eu já sabia e nada é como eu queria. (quis fazer um versinho). E doeu. Foi há algumas horas, mas agora parece mais distante, pois é, não dá pra subestimar o poder de umas três ou quatro lágrimas choradas no escuro do ônibus. E não teve drama nenhum apesar do que possa aparecer. Ninguém viu, ninguém ouviu. E eu me virei.
O que eu sei é que eu tenho o que costumo chamar de Síndrome Augustus Waters, eu gosto de ser gostada. E é loucura sim, Gus. É loucura, mas eu gosto e não há o que fazer. E eu preciso tanto ser amada, bem nesse momento que eu só tô tentando me achar e ficar bem. No meio da semana passada eu estava apaixonada pelas pessoas e eu pensei "o amor vai me salvar". De quê eu não sei, mas vai. E é loucura, porque tem horas que dá errado. E a gente não é gostada, ou não é gostada como gostaria de ser, mas tá mais pra não ser de jeito nenhum mesmo.
E não tem o que fazer.
Eu não sei se sou eu ou meu jeito, mas sinceramente, eu nem sei quem eu sou ou qual o meu jeito. É assim que eu me encontro.
Na verdade eu sei que não é eu, porque não sou assim, não me sinto assim e não falei sério essa vez que eu nem me lembro, era brincadeira.
Escrever é tão mais seguro que falar.
Ou talvez não seja, diabos, como eu sou mal compreendida. E incompreendida.
E esse texto não vai ter final.
Enquanto eu ligava o computador eu pensei em umas três formas diferentes de começar esse texto (será essa hora de atualizar o post sobre escrita que siau ontem?). Nesse meio tempo entre ligar o computador, abrir o navegador e o blogger pra de fato começar a escrever, coisas aconteceram que me deixaram meio eufórica (vide surtos no twitter pra mais informações) e até pensei que não ia mais escrever e poderia dormir, mas a euforia passou (ou quase toda ela passou) e as outras coisas não passaram, não totalmente. Também descobri que eu quero mesmo é começar esse texto do jeito que eu pensei quando estava na minha cama sem saber se vinha até aqui, se arranjava uma folha ou deixava. E descobri ainda que eu não faço ideia da onde eu quero ir com ele [texto], só sei o que quero que ele faça por mim.
***
Eu quero chorar. Pra algumas pessoas chorar é ruim, mas não pra mim. Quero dizer, nem sempre, não necessariamente. E sinto que derramar três ou quatro lagrimas não seja o suficiente pra mim essa noite, quero verter logo um rio, mas já que a fonte secou, eu só espero que escrever consiga tirar de mim o que as lágrimas não acabaram de extrair.
Não posso, não quero, ser especifica. Mas eu descobri uma coisa que eu já sabia e nada é como eu queria. (quis fazer um versinho). E doeu. Foi há algumas horas, mas agora parece mais distante, pois é, não dá pra subestimar o poder de umas três ou quatro lágrimas choradas no escuro do ônibus. E não teve drama nenhum apesar do que possa aparecer. Ninguém viu, ninguém ouviu. E eu me virei.
O que eu sei é que eu tenho o que costumo chamar de Síndrome Augustus Waters, eu gosto de ser gostada. E é loucura sim, Gus. É loucura, mas eu gosto e não há o que fazer. E eu preciso tanto ser amada, bem nesse momento que eu só tô tentando me achar e ficar bem. No meio da semana passada eu estava apaixonada pelas pessoas e eu pensei "o amor vai me salvar". De quê eu não sei, mas vai. E é loucura, porque tem horas que dá errado. E a gente não é gostada, ou não é gostada como gostaria de ser, mas tá mais pra não ser de jeito nenhum mesmo.
E não tem o que fazer.
Eu não sei se sou eu ou meu jeito, mas sinceramente, eu nem sei quem eu sou ou qual o meu jeito. É assim que eu me encontro.
Na verdade eu sei que não é eu, porque não sou assim, não me sinto assim e não falei sério essa vez que eu nem me lembro, era brincadeira.
Escrever é tão mais seguro que falar.
Ou talvez não seja, diabos, como eu sou mal compreendida. E incompreendida.
E esse texto não vai ter final.
10.3.16
É sobre feminismo e é sobre muita coisa
... no fim das contas é sobre mim.
O Luft é um blog pessoal e eu andei contando muito dos meus dias aqui nas férias, em janeiro, mas tenho a sensação de que não falo tanto assim de mim. Não há textos desabafos, os desabafos às vezes aprecem no meio dos textos, mas nunca um só deles. E não, esse não é um texto desabafo, ou não é pra ser, mas eu estava no twitter e vi o Felipe falando sobre feminismo, e ontem eu li textos bacanas e de pontos de vistas diferentes, bem diferentes, sobre o movimento também. Mas de volta ao twitter, eu acabei fazendo textão para falar com o Felipe, e depois fui pular corda e tomar banho e fiquei com um monte de pensamentos rodando na minha cabeça sobre o tema. Coisa que tem acontecido bastante nas ultimas semanas. E o texto que pretendo escrever talvez seja só um paragrafo, mas ainda que seja um com vinte ele não abordará todas as minhas opiniões, ou falta delas. E minhas contradições, ou as situações que já tive. É só de um pedacinho presente em mim agora.
Eu sou feminista.
Feminista é a pessoa que acredita na equidade politica e social independente de gênero. E eu sei que o movimento tem muito mais coisa que isso, mas a minha base é essa. E eu já disse em um texto antes que eu era feminista muito antes de saber que era. Porque eu sempre fui meio revoltada com gente dizendo "não pode porque é menina" e outras cositas aí. E já passei por momentos, no ultimo ano ainda, sem saber se eu queria continuar sendo feminista porque às vezes é difícil, e nunca é fácil.
Mas eu descobri muita coisa por aí, fugir da bandeira não ajuda. E tem muita coisa em baixo dessa bandeira. E eu não vou dizer concordo com tudo porque não concordo, mas eu tô ficando sobre a bandeira na parte em que eu me identifico.
E eu escolhi não deixar de ser feminista. Não deixar de me intitular feminista.
Eu escolhi o feminismo que eu vivo.
E às vezes eu falho, e às vezes eu reproduzo merda, mas eu tô tão melhor do que eu estava antes de me aproximar do movimento. E eu devo ter sorte porque me aproximei do movimento e em 98% do tempo estive em contato com gente que pratica o feminismo que eu acredito. Gente que respeita e luta pela liberdade acima de qualquer coisa. E às vezes essas pessoas falham também, e todo mundo falha, mas a gente falha tentando fazer melhor. E eu acho lindo.
É uma evolução constante. É todo dia.
E cara, seria mais fácil me afastar. seria mais fácil tentar não ver o que uma cultura machista faz todo dia contra tanta mulher por aí, afinal só o que a gente acaba tendo que ver na nossa frente e ouvir todo dia já é barra, mas eu decidi ficar. Nem é algo que eu conseguiria ignorar. Ficar e ir no meu tempo, do meu jeito fazendo o que acho certo e melhor pra mim e pra quem me cerca.
E pra mim, e agora com ajuda de outros, eu sei que o que eu acredito se resume em liberdade e respeito. E não ser obrigada.
O Luft é um blog pessoal e eu andei contando muito dos meus dias aqui nas férias, em janeiro, mas tenho a sensação de que não falo tanto assim de mim. Não há textos desabafos, os desabafos às vezes aprecem no meio dos textos, mas nunca um só deles. E não, esse não é um texto desabafo, ou não é pra ser, mas eu estava no twitter e vi o Felipe falando sobre feminismo, e ontem eu li textos bacanas e de pontos de vistas diferentes, bem diferentes, sobre o movimento também. Mas de volta ao twitter, eu acabei fazendo textão para falar com o Felipe, e depois fui pular corda e tomar banho e fiquei com um monte de pensamentos rodando na minha cabeça sobre o tema. Coisa que tem acontecido bastante nas ultimas semanas. E o texto que pretendo escrever talvez seja só um paragrafo, mas ainda que seja um com vinte ele não abordará todas as minhas opiniões, ou falta delas. E minhas contradições, ou as situações que já tive. É só de um pedacinho presente em mim agora.
Eu sou feminista.
Feminista é a pessoa que acredita na equidade politica e social independente de gênero. E eu sei que o movimento tem muito mais coisa que isso, mas a minha base é essa. E eu já disse em um texto antes que eu era feminista muito antes de saber que era. Porque eu sempre fui meio revoltada com gente dizendo "não pode porque é menina" e outras cositas aí. E já passei por momentos, no ultimo ano ainda, sem saber se eu queria continuar sendo feminista porque às vezes é difícil, e nunca é fácil.
Mas eu descobri muita coisa por aí, fugir da bandeira não ajuda. E tem muita coisa em baixo dessa bandeira. E eu não vou dizer concordo com tudo porque não concordo, mas eu tô ficando sobre a bandeira na parte em que eu me identifico.
E eu escolhi não deixar de ser feminista. Não deixar de me intitular feminista.
Eu escolhi o feminismo que eu vivo.
E às vezes eu falho, e às vezes eu reproduzo merda, mas eu tô tão melhor do que eu estava antes de me aproximar do movimento. E eu devo ter sorte porque me aproximei do movimento e em 98% do tempo estive em contato com gente que pratica o feminismo que eu acredito. Gente que respeita e luta pela liberdade acima de qualquer coisa. E às vezes essas pessoas falham também, e todo mundo falha, mas a gente falha tentando fazer melhor. E eu acho lindo.
É uma evolução constante. É todo dia.
E cara, seria mais fácil me afastar. seria mais fácil tentar não ver o que uma cultura machista faz todo dia contra tanta mulher por aí, afinal só o que a gente acaba tendo que ver na nossa frente e ouvir todo dia já é barra, mas eu decidi ficar. Nem é algo que eu conseguiria ignorar. Ficar e ir no meu tempo, do meu jeito fazendo o que acho certo e melhor pra mim e pra quem me cerca.
E pra mim, e agora com ajuda de outros, eu sei que o que eu acredito se resume em liberdade e respeito. E não ser obrigada.
***
Mas o que realmente me trouxe aqui - o que tava rondando na minha cabeça té eu começar a escrever- foram os batons, e as maquiagens e os brincos e sei lá mais o quê. Eu não sei se tem aluma feminista por aí dizendo que isso não pode, mas eu acho difícil demais. O que eu acho é que não estamos nos compreendendo. Provavelmente já acharam que eu disse que usar essas coisas é errado ou uma coisa louca dessa. Mas o que eu tava dizendo é, ninguém tem que ser obrigada a usar isso se não quiser. Porque seria? pra agradar? pra agradar quem? por que você teria que agradar alguém?Sabe, quer usar, então se esbanja (não, ninguém precisa que eu diga isso pra que seja ok), não quer tá ótimo também. Tá tudo ótimo se ninguém for obrigada e se ninguém quiser me obrigar porque aí eu não aceito. Me revolto, grito se precisar e vão me chamar de grossa quando eu só tô tentando defender meu espaço e não deixar que ninguém me desvalide. (é engraçado como eu já fui chamada de grossa ou de errada quando eu só tava era me defendendo).
às vezes eu gosto de usar batom. às vezes não. às vezes eu quero me maquiar, meio mal porque não aprendi a fazer isso certo, às vezes não. Eu já furei a orelha duas vezes, hoje não gosto mais de usar brincos. E tudo ok. E eu vou usar o batom se eu quiser e vou berrar se alguém quiser insinuar que tô usando pra impressionar alguém ou a merda que for. eu tô usando porque eu quis. (isso saiu poque aconteceu recentemente). Cada uma faz o que quer.
E todo esse assunto me fez pensar em algo que tem sido presente na faculdade. Tô sem saco pra explicar todos os acontecimentos, até porque nem sei se são importantes. Mas gente, eu não tenho nada contra maquiagens, comportamentos delicados e sei lá o quê. Se a guria é assim, tá ótimo. O que tem é um prolema meio recorrente. Muitas dessas gurias é as que viram pra mim e dizem, você deveria ser mais delicada, menos grossa, falar mais baixo, sentar mais bonito, se maquiar pra sair. usar salto... É muito revoltante. E tem horas, bem nessa hora que elas dizem, deveria e às vezes se queixam do salto, mas sabem que devem usar que eu fico perdida, porque fico tentada a perguntar, "quanto disso é você?"
Eu não pergunto. Nunca pergunto, porque eu não quero parecer que tô tentando desvalidar alguém. Ou parecer que to dizendo, não é possível você ser assim é culpa disso e daquilo. Eu só digo que "não, eu não devo nada". E sempre digo que ninguém tem que usar isso ou aquilo se não quiser.
Eu só tento não deixar que me desvalidem.
Não ser obrigada é o meu lema. Vocês sabem.
***
E eu tava pensando em uma amiga, não vou citar o nome dela aqui porque não sei se ela gostaria de ser citada, mas ela vai saber quando estiver lendo que é dela que tô falando. Mas ela se aproximou mais disso tudo não faz tanto tempo. E às vezes ela ouve coisas que soam agressivas, ou falam como se tivessem desmerecendo a opinião dela e me dá um medinho disso fazer ela se afastar. Porque é tão importante pra ela, e pra tanta menina que ela não se afaste. E dói também toda vez que eu vejo uma menina/mulher indo contra o feminismo por causa dessas coisas. E não tô dizendo que não entendo, que não respeito, mas dói um pouquinho. Parece mais uma "luta" perdida. E dói um pouco também porque eu sei que ela vai ter que ouvir merda de gente que ela gosta quando ela for defender algo que "as feministas falam". Quando ela for dizer "para de chamar a outra de puta. não é legal.", por exemplo.
E também eu fico com um pé atrás dela achar que eu tô subestimando ela. Não tô, pelo amor de Deus. É que eu tenho esses instintos de ás vezes querem abraçar e proteger do mundo gente que eu gosto. E ela sabe disso porque ela é linda assim.
***
Se eu falei algo que você não concorde, se eu soei agressiva, se eu soei errada, vem, vamos conversar, tudo educadamente e com todo o respeito.
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