16.1.16

Helena vai pra faculdade #2 - Como a UNESP entrou na minha vida e outros dramas

No último post eu comentei sobre o meu sonho de morar fora e como isso acabou ficando adormecido, e a vida seguiu tranquila, bem... por um tempo. Foi até que chegou algo na minha vida, em 2015, uma coisa chamada Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho.


A UNESP


No meio do primeiro semestre de 2015, lá pra março por aí, é ali já no meio do segundo tempo pra escolher as opções nas inscrições dos vestibulares, eu não tinha ideia do que eu queria, e desde que tinha voltado as aulas, em fevereiro, todo santo dia alguém falava de ENEM, vestibulares e faculdades, eram os professores dizendo que tínhamos que escolher, tínhamos que saber, era o nosso futuro etc. Tava chato, e aí quando vi eu tava meio perdida porque me dei conta de que "nossa não sei o que quero fazer.". Então fui atrás de tentar descobrir. E olha, pode me mostrar qualquer teste vocacional que você achar nas internets da vida que a probabilidade de eu ter feito ele, é grande. Só de me mostrar também já sei dizer pra você, pobre mortal, se é um daqueles meia boca ou não.

E um desses testes (não consigo saber qual), acho que um dos últimos que fiz para descobrir e não pra confirmar, como última opção me apresentou um curso chamado "Tradução".

"Tradução?! É o que tô achando que é!!?"

*joga no google*
*lê um pouco no guia do estudante*
*pesquisa faculdades boas*
*acha a UNESP.*
*vê que o campus é perto*


*MORRE*

ERA A RESPOSTA PRA TUDO, MIGUES!! Um curso que parecia muito bom, que eu gostaria de estudar. Na UNESP. Na cidade há DUAS HORAS daqui. Sendo o melhor do país. Eu tava no chão. Ainda era com DUAS opções de línguas (o único que vi até hoje assim), escolhidas de acordo com sua classificação no vestibular. Não foi difícil pra mim saber que eu queria Inglês e Espanhol e não Italiano e Francês. Se eu passasse moraria fora, mas não tão longe. Era perfeito. PERFEITO. O meu presente de Deus!

Fui atrás de informações, coloquei aviso no celular pra não perder a data de inscrição de jeito algum e aguardei ansiosamente pelo dia 14 de setembro (vi no google) babando na grade curricular e sofrendo um pouco por ser integral das 8 horas da manhã as 6 horas da tarde.

E sonhei.

Claro que não ficou só nisso, porque gente eu tinha 16 anos, quem sabe exatamente o que quer com essa idade? E também tinha a famigerada realidade pra lidar. Ninguém vai entrando tão fácil assim na UNESP, ainda mais quando não se estuda e mesmo estudando pode dar ruim. (pelo menos em minha defesa eu passei a prestar mais atenção nas aulas).

Por isso eu sabia que eu ia prestar o vestibular pra UNIFEV,  Centro Universitário daqui de Votuporanga (uma hora de distância da onde moro), que é particular. Então caso não rolasse UNESP eu tinha pra onde ir. E pra isso eu precisava saber o que colocaria de opção de curso.

Depois de pensar um pouco decidi que colocaria Letras, porque quando estivesse formada podia fazer especialização em tradução (aqui só tem licenciatura). E porque já sabia que jornalismo não era uma opção pra jovem aqui que não queria trabalhar fazendo notícia.Só que tinha um probleminha. Dois na verdade. "minha filha, mas com você não tem jeito, hein?" você aí deve tá pensando. E olha, sou complicada e indecisa mesmo, mas a culpa não é minha se curso nenhum era meu sonho.

Eis os probleminhas: Não queria de jeito algum dar aulas. Huhum. Nem pensar. Deus me livre. "ah, mas você não disse que ia fazer especialização, depois?" Disse, mas ia ter que dar aulas nesse meio tempo de um jeito ou outro pra me formar e depois pra ter dinheiro pra sobreviver.

E o outro probleminha, era que bem...~voz baixa envergonhada~  eu não queria tradução tanto assim, não pra fazer Letras - licenciatura, não pra fazer especialização depois.

*começa mais dramas*

Tinha motivos, claro. Trabalho muito com lógica e tinha motivos. Um era que emprego de tradução pra mim se resume a editoras, porque é algo que gostaria de trabalhar, e editoras são em São Paulo ou Rio de Janeiro e eu não quero morar em cidades tão grandes assim. Minha tristeza que São Paulo seja a cidade onde as coisas acontecem. </3

Estudar em período integral também me desanimava/desanima muito, mas não se pode fazer nada quanto a isso, então vou sofrer em silêncio.

O que ficou foi que não, letras, não era pra mim e nada faria ser. Minha sorte foi que eu poderia mudar minha opção na hora da matrícula porque na inscrição pro vestibular eu já tinha colocado Letras (nem pergunte). Thank's Jesus!

Só pra registrar, mesmo essa época (entre descobrir a UNESP e prestar os vestibulares) também teve algumas reviravoltas. Era um vai isso vai aquilo sem fim. e com gente dizendo coisas como "você devia fazer engenharia, cê é inteligente, algo que dá bastante dinheiro" "cê tem cara de jornalista" "cê vai gostar de Letras, sim. Tem inglês que você adora." Bem por aí. Mas que nem vou detalhar porque foi perda de tempo.

Hoje olhando em retrospectiva muita coisa não fez diferença, muitos "conselhos" que me deram sem permissão, só tomaram meu tempo. E tem coisa que nem lembro direito. Mas a gente tem muito disso, mesmo, de se desesperar por coisas que, no plano geral, não fazem diferença alguma. Claro que faculdade faz um pouco e a gente acha que faz toda a diferença quando as pessoas te dizem que é o teu futuro, tua profissão pro resto da via, é 8 ou 80, e essas coisas quase toda semana. Não é bem assim, e tudo bem porque a gente nunca sabe o que não faz diferença na hora que tá lá passando pela situação.

Se alguém que tiver lendo isso aqui estiver atrás de algum conselho que vai mudar a vida e tirar do drama que pode estar vivendo, provavelmente não vai ter, sinto muito. Quando resolve um aparece outro. Mas só pra dizer que não tentei e que só falei e falei aqui coisas que não fazem diferença mais... Eu diria pra você ir pelo seu tempo. Vê suas opções, faz o que você acha que ficaria feliz estudando e trabalhado depois. Não pro resto a vida, não precisa dessa pressão, mas provavelmente por um tempo. E aproveita o Ensino Médio com as outras coisas boas, e os intervalos entre um professor ou outro falar disso novamente. Assiste um filme, lê um livro, esfria a cabeça. Aproveita!

Não, não tô dizendo pra deixar  pra última hora, porque vai que você descobre que o que você queria era naquela faculdade pública e ai o vestibular já passou, mas se acontecer da vida só te deixar descobrir isso tão tarde, ainda tem os vestibulares de meio de ano. Talvez seja uma opção pra você. E se for, faz o que achar melhor pra ti. Sempre. E tudo bem uns desesperos, às vezes, porque não temos controle, mas não deixa se resumir a isso.

E por último e mais importante:

"fique viva"
***

Acho que o principal sobre a UNESP é que ela não era só um sonho maravilhoso e distante. Ela era um sonho possível. E claro que assim como qualquer outra faculdade que chegou a me fazer sonhar (olá, UFRGS e UFMG) representava toda uma nova perspectiva pra mim.

***

No próximo post eu vou falar de como foi o ENEM e depois os vestibulares porque eu quero reviver aqueles dias e os momentos legais que tiveram, escrevendo e deixar tudo registradinho. Aguardem e confiem!

Agradecimentos pelo gif ao João. Se não é ajudando com os dramas em si é com os post ahahaha <3 

14.1.16

Helena vai pra faculdade #1 - Contextualizando: o sonho de morar fora

Ok, antes de tudo eu preciso dizer que quanto mais escrevo e lembro, mais arranjo coisa que quero falar e se encaixa no quesito "dramas". Tem coisa que vou ter que pular e deixar pra lá, porque quem tem tempo pra isso?

Eu achei que esses post falariam mais do último ano e coisas mais presentes, algo que fica até claro no Helena vai pra faculdade 00, mas eu acabei me dando conta (nessa de quanto mais escrever mais achar coisas pra serem ditas) de que antes de contar alguns dramas eu tenho que falar sobre os sonhos antigos relacionados a isso tudo e outras vontadezinhas pra que o "Helena vai pra faculdade" fique mais completo e que você lendo, entenda melhor. Então vamos voltar um pouquinho no tempo, antes do 3° colegial pra falar sobre:

O SONHO DE MORAR FORA

Não sei se foi excesso de filmes e livros americanos, não sei se é o sol em sagitário e a lua em aquário, a vontade de sentir que manda na própria vida, o gosto pela independência ou tudo isso junto. Mas eu sempre  sonhei em morar fora quando estivesse fazendo faculdade. Queria a coisa toda: numa universidade pública, cuidando da própria vida. Nesses sonhos a realidade de estar sozinha, ter que fazer a própria comida, a correria com os trabalhos das aulas e esses perrengues todos, não entram. É pura ilusão. Luftmensch é mesmo o nome perfeito pra um blog meu.

E eu sonhava, hein? Em ninguém enchendo meu saco ou criticando o que eu fazia ou deixava de fazer, com a universidade top. Ah como eu sonhava. Parte de mim ainda sonha hoje em dia, mas a realidade tá muita na minha cara pra eu deixar que essa parte seja mais do que pequenininha.

Acho que o maior sonho com tudo isso de morar fora e universidade pública começou quando eu tava lá na oitava série ou no primeiro colegial em meio ao meu amor pelo Rio Grande do Sul, que começou bem antes disso e continua até hoje e continuará pelo anos que vierem. Bem, nessa época eu comecei a sonhar com uma "coisinha" chamada UFRGS. Eu não sabia o que queria de curso, mas sabia que queria a UFRGS. EU, numa faculdade que até o nome soa grande, cercada de sotaque gostoso, na região que sempre quis conhecer e que sou apaixonada de longe, no estado que digo ser meu preferido do Brasil, sem nem ter chegado perto... (Não me acusem de falta de paixão por São Paulo, tenho carinho especial, mas Rio Grande do Sul tem meu coração. Não importa o que digam.) Olhem o sonho! Visualizem isso. EU em POA. Encantou a Helena de 13/14 anos de um jeito que só vendo.

E olha, que fui desenganada logo de cara pela minha mãe, "onde que você vai morar no Rio Grande do Sul, cê tá doida, menina?!". Mas continuei a sonhar secretamente, porque eu não tenho controle, crio expectativas mesmo. E depois sofro com elas, obviamente.

Claro que os anos passaram, meu boletim da escola não era feito só de 9 e 10 mais, eu tinha vontade de dormir nas aulas (ninguém mandou me colocarem pra estudar de manhã e acordar as 5:30) então comecei a colocar os pézinhos mais no chão e entender que talvez (foquem nesse talvez) UFRGS não seria pra mim. Porque além de dificilmente conseguir me mudar pra tão longe, não ia ter como passar na minha situ.

Sabe, não tenho orgulho em dizer isso, mas não sou de estudar. O fato de sempre tirar notas boas em provas só com uma lida rápida no conteúdo uns minutinhos antes ou nem isso, me deixou com essa falsa sensação de que eu era mesmo inteligente. Embora eu seja até dedicada quando quero muito algo, coisas a longo prazo dificilmente conseguem despertar essa minha dedicação e aí dá merda. Sempre quis ser mais dedicada. Se fosse, hoje seria quase fluente em inglês ou algo assim. Saberia mais de espanhol, fazer layouts de tumblr...

Assim sendo, o sonho com UFRGS esfriou muito e foi esquecido. Nessa época eu não tinha pesquisado muito sobre faculdades, ou desenvolvido nenhuma paixão por nenhuma outra. Sim, tenho que ter paixão nas coisas.A única coisa que ficou mesmo, sempre firme e forte. Foi o sonho de morar fora. Só pra me fazer sofrer um pouco mais diante das possibilidades, claro. De um lado o sonho, do outro a falta de saber qual curso ou ter alguma opção certa pra realizar ele. Como sou desligada de tudo, essas coisas foram empurradas pro fundo da minha mente vindo a tona só quando minha amiga vinha falar em como seria ótimo nós duas morando junto fazendo faculdade fora, sendo independentes e  tudo. Sonhamos com outras faculdades, outra possibilidades e tal. Coisas que nem lembro direito mais pra falar aqui.

Estava pensando isso esses dias e acho que se algum jeito meu subconsciente processou a ideia de ir morar fora na faculdade como o começo do meu sonho de "viajar/descobrir o mundo". Ou talvez, não,s ei lá, mas de todo jeito é importante pra mim, mesmo.

Mas como eu não tava afim de me preocupar com faculdade e sim viver o presente, a vida seguiu tranquila, sem que eu ficasse pensando nisso naquela época. Era algo pro futuro.

12.1.16

Helena vai pra faculdade 00: apresentando o drama

Acho que pode se dizer que euzinha aqui comecei a viver o drama* da faculdade no início do último ano ou talvez até antes. Se você já passou pelo terceiro colegial sabe, e se não passou vai saber, que a maioria das pessoas que não te conhecem, ou parentes que não têm muito contato com sua vida, sempre vão puxar assunto com você nessa fase perguntando o que vai fazer de faculdade. Também tem os professores e colegas, mas com eles o papo não se resume só a isso. E essas pessoas nem fazem por mal, o problema é que enche o saco porque cansa. Principalmente se você tá mais perdido que uma barata solta na 5° avenida na hora do rush nesses negócio de escolha de curso e faculdade. Então bem quando você tá lá de boinha com a vida PAH aparece alguém pra perguntar (outra vez) o que você vai fazer. Pior é quando é aquela pessoa que não tá satisfeita com sua resposta, que tem conselho pra dar, comentário pra fazer  etc. Mas a gente lida, tem que lidar. E a vida segue. Ainda bem que segue!

*falando assim parece que sou muito dramática, mas eu sou é exagerada. Eu mais levei de boa, do que sofri com isso, teve momentos de sofrer, de ficar tensa, sob pressão, em dúvidas, de dormir meio mal, de querer chutar o balde, de reclamar... claro que teve, até bastante, mas não era O DRAMA, não. Pelo menos não na minha cabeça.

E no meio disso eu trocava e-mails com o João (Jota se você for a irmã dele) (<3) e de algum modo fomos parar no assunto faculdade (não foi exatamente a coisa mais impressionante). Ele é aquela pessoa que te ouve sem te julgar e ainda tem bons conselhos pra dar e acalmar a gente no meio do turbilhão. Foi uma das melhores coisas que me aconteceu descobrir isso em meados de 2015 e poder usufruir desses conselhos, verdade. E em uma dessas conversas, depois de eu ter falado e falado e ele ajudado, João disse que era pra eu continuar contando as novidades de "Helena vai pra faculdade" pra ele. Eu adorei isso e adoro até hoje. Tanto é que desde que criei o Luft quero escrever sobre pra cá e intitular os post assim!

Teria sido legal começar a escrever sobre os dramas desde lá atrás? Teria. Teria dado boas risadas depois? Acho que sim. Mas como nem tudo é perfeito, só vou começar agora e espero que me renda boas risadas ainda. É o minimo. E eu também gosto de deixar registrado, porque esqueço muito e vai que um dia no futuro eu queira saber como foi. Melhor deixar registrado e tal. Se eu fosse vampira eu teria um diário, tipo o Stefan, sim, porque gente é a ETERNIDADE, quem lembraria de tudo?? Tudo bem que com minha vida normal não parei pra anotar por preguiça quem garante com uma vida eterna. Mas talvez eu desse uma de Kat e anotasse poque tinha grandes fatos pra documentar. 

Tá, estou só divagando, o importante é que essa história de diário, de registrar me atrai, então é isso que estou/vou fazer! Espero que aproveitem os posts :)

Sejam bem vindos ao drama! 

Somos todos Rachel Earl

11.1.16

Diário Semanal 3: 04 à 10/01 - Uma mudança não tão boa assim

Bem vindos ao Diário Semanal 3! (ou a seja lá o que eu fiz com ele dessa vez)

Já adianto que vai ter umas divagações loucas porque essa semana teve delas. E se você não estiver preparado para descobrir coisas não tão bonitas sobre mim, sugiro que feche essa guia do navegador e volte semana que vem no Diário Semanal 4 :)

E sim, eu estou ignorando que os últimos dois posts também foram Diário Semanal.


LEITURAS E AS FAMIGERADAS FANFICS:

Uma coisa que rolou muita essa semana, e foi desde o começo mesmo, foi ler coisas não publicadas (acho que não é esse o termo, talvez independente (?) argh). Comecei lendo os dois primeiros capítulos da fanfic da Dana sobre The 100, a Codes. Que caso você se interesse pode ser lida aqui. Nela Clarke e Lexa são hackers,  elas acabam hackeando a mesma rede social, na mesma hora e, bem, não dá muito certo.

É a primeira fanfic que tô lendo na minha vida! Eu sei que quando tô surtando por alguma coisa sou tão fangirl que não dá nem pra medir, mas acho que nunca fui tão fã de nada pra ler fanfic, ou talvez seja só um universo novo que não tinha contato até essa semana... (Tudo bem que nunca fui FÃ de nada também.) Enfim, fui inserida nesse universo da melhor maneira. Codes tem sido ótima e já li até o capítulo quatro, sabe se lá como, porque metade dessa semana eu lembro de ficar procurando por silêncio pra fazer minhas coisas. Agora tô tentando deixar os capítulos acumularem porque gosto de ler direto.

Na segunda eu também li Mi Totentanz (não acredito que consegui escrever esse nome que eu achei que fosse italiano, mas é alemão) que é o conto  sobre o (re)nascimento de Kat, a vampirinha cheia dos planos de As Crônicas de Kat que  é a trilogia/série da Giulia do Quebrei a Máquina de Escrever que comecei a ler na quarta. Primeiro livro do ano.

Então, sim, voltei a ler! Não no meu ritmo insano de costume, nem nada, mas tô lendo, meu povo!!1


PROJETO, REPRESENTATIVIDADE E PERSONAGENS:

Na segunda  eu tive pensamentos sobre o Projeto Emma (chamo assim porque a história tá meio que sem titulo) (Felipe, se você estiver lendo isso, será que você lembra da Emma que era Amy e do Isaac?!) Já vou dar spoiler do futuro e dizer que nada disso resultou em eu escrevendo esse projeto que comecei a pensar em julho e tá ai se perguntando o que vai ser dele desde então. Mas foi muito estranho pensar nele agora, porque de repente eu tava achando meus protagonistas sonsos demais e a guria que eu odiava, a melhor personagem que já planejei/criei hahah Isso me levou a conclusão de que eu não posso gostar de personagens porque eu fico com dó deles e fico achando que vão ser seres evoluídos com todas as qualidades possíveis e defeitos pequenos. Eu tenho é que não gostar porque assim não fico com dó de jogar neles umas merdas pra enfrentarem, ou uma história não tão mar de rosas, ou então jeitos de lidar com um passado ruim que não são muito aceitáveis. E isso faz deles mais reais. Tipo a Jade, que nunca vou defender porque é a amiga abusiva, mas que tem conflitos interessantes.

A Dana me disse que é legal pensar que todo mundo acha que é o herói da própria história (melhor frase dessa semana, e olha, que teve algumas viu) e isso me fez pensar que a Jade pode achar isso. Porque apesar de fazer merda e ser detestável (digo isso pra me convencer) ela enfrenta o dela também, bem ou não, enfrenta. E acha que tá fazendo o melhor que pode. E é interessante que eu sei disso muito antes de escrever. Normalmente eu só sei essas coisas, e quem são meus personagens de verdade, quando tô escrevendo. Hoje (sábado) eu abri o conto que comecei a escrever pro supernovo em novembro e ele é a prova de personagens que eram pra ser uma coisa e casais que deveriam agir de um jeito, mas que quando vejo tão sendo e agindo completamente diferente do que eu havia pensado pra eles. 
É uma cosia que foge do controle. Principalmente em diálogos. Quando vejo gente que era pra brigar tá se amando e vice versa. E eu fico "FAÇAM O QUE EU MANDO, ME AJUDEM, PLMDDS!"


Primeiro, conversas no SA (Sofredora Anônimas, grupos com as gurias onde a gente fala sobre muita coisa e surta também, mas na maioria dos casos tudo tá relacionado com escrita) sobre representatividade, em seguida conversas no twitter falavam por cima da mesma coisa e quando eu vi eu tava pensando nos meus personagens do Projeto Emma (ele de novo). Acontece que quando tava planejando os personagens eu trabalhei em questão de representatividade. Então ninguém é homem branco hétero. Ai que tenho um personagem com descendência indígena e outra com descendência asiática. SÓ QUE, eu acho que não dei muita atenção e deixe passar que isso tem que ser do que um simples fato dito por cima pra saber que não são brancos. 

Não sei se estou sendo clara, mas se você diz que vai colocar representatividade e sei lá, coloca um descendente asiático, ou um afrodescendente, tipo com um pai ou avô que veio de alguns desses lugares e se isso faz com que a cultura esteja presente na vida deles (pode ser que não tomando por base minhas descendências), você precisa saber sobre  essa cultura, de onde vieram, de que país exatamente vieram. Como é a religião, algumas comidas etc. E isso quer dizer que você vai ter que trabalhar duro e ir além do mundinho que você tá acostumado. Do seu mundinho. Isso é grande e o trabalho pode desanimar, mesmo que valha a pena. Mas é bom saber que  vale a pena, e se fazer essas pesquisas agora não te animem, se você só quiser sair escrevendo, tudo bem, pesquisas nem sempre são fáceis, mas uma hora ou outra você vai ter que fazer, porque é importante. 



AMOR GRATUITO E RELAÇÕES PESSOAIS:

Não lembro exatamente de que forma, porque essa semana teve bastante disso, mas terça eu recebi e dei amor gratuito <3 e isso me fez pensar como isso pra mim é muito mais fácil com amigos, com pessoas que conheço há menos tempo, enquanto com a minha família, por exemplo, que tenho convivido 24 horas por dias essas férias, não faço isso. Não tô dizendo que sou uma megera com eles. NÃO. Eu sou bem bacana e temos dias ótimos, mas eu não os elogios nesses dias que estão se esforçando por mim, e às vezes até me estresso como aconteceu no mercado, porque quando vi já era tarde e tinha falado, mesmo que não tivessem fazendo de propósito. Eu posso me defender falando que já aconteceu várias vezes *isso que me fez ficar estressadinha) etc, e é verdade. Mas eu me lembro daquela conversa de madrugada no meu baile de formatura, lembro que eu podia ter pedido desculpa de qualquer jeito depois de ter falado merda, que eu podia ter tentado mais, ou pelo menos respirado e não dito nada que soasse ambíguo, mas não fiz isso.

E eu me lembro da minha amiga de 5 anos me dizendo "se fosse comigo que você tivesse trombado você não teria pedido desculpa." </3 

EU TÔ MOSTRANDO O MEU PIOR NESSES PARÁGRAFOS </3 Não deixem de me amar. "I DESERVE TO BE LOVED" ~~ entra episódio de supernatural.

E nessa situação com ela como nas outras eu tenho coisas que podem ser ditas pra justificar, talvez coisas não tão lógicas assim, mas que são reais, só que ainda assim não deixa de ser ruim a situação toda. É engraçado que às vezes parece que a gente tá com tudo ótimo e de repente olha e tem meia dúzia de coisas precisando ser melhoradas...

Olha, e se preparem porque vai ter mais momento louco assim essa semana, e um deles foi por algo que aconteceu na terça também. Algo que me fez sair da minha zona de conforto, e que tava tudo bem na hora, mas que depois eu fiquei me perguntando porque fiz aquilo. E não era nada GRANDIOSO. Mas teve efeitos em mim. (preciso usar esse tipo de coisa no plot do Isaac, vdd).


VULNERABILIDADE, AMOR PRÓPRIO E CONCLUSÕES:

Eu comecei a semana, ou talvez não tenha sido bem no começo, mas enfim... me isolando. Me afastando das pessoas, ficando mais ausente em conversas e eu não sabia porque diabos eu tava fazendo aquilo. Ainda disse no twitter que eu tava fazendo isso e nem sabia o motivo até porque as pessoas tavam sendo ótimas comigo. Pra provar o argumento a Dana veio mandando gif de abraço quentinho (<3) E eu tava sem me entender, e eu podia apenas me isolar e tal, mas sempre que isso acontece parece que perdi algo quando volto a me socializar normalmente. Parece que naquele intervalo algo que tava sendo formado morreu e ai não tá indo tão bem mais.

Só que eu fui atrás de descobrir o que era e descobri. Mexeu com minhas convicções de vulnerabilidade e amor próprio. E vai lá, já que não tô escondendo nada aqui mais:

Eu fico me afastando pra não chegar perto demais e pra que ninguém chegue perto demais. Eu me isolo, porque eu tenho medo de me mostrar pras pessoas e elas não gostarem. E eu achei que estava sendo vulnerável, realmente achei, porque eu sou eu mesma, sempre. Faz parte de mim ser sincera sobre quem sou e o que sou.  Mas isso não quer dizer que mostro todas as partes de mim o tempo todo. É fácil estar vulnerável mostrando só as partes bonitas, não as confusas e feias, não as inseguras. Eu descobri que eu tenho medo de não ser amada. de que vejam meu real por inteiro, e não gostem. E eu nem sei quando eu desenvolvi isso.

Uma coisa que o Felipe disse no texto sobre vulnerabilidade no Não Sei Lidar e num e-mail pra mim é que vulnerabilidade tá intimamente ligado com amor próprio, porque se você não se ama, quando alguém te rejeita você entra na merda.

Então eu tô perdida, porque eu achei que meu amor próprio não podia estar melhor, mas ao mesmo tempo descubro que tenho medo de me mostrar e não ser amada. Olha a confusão. Só que eu também não entro no fundo do poço se alguém não me ama. Tipo: tem essa pessoinha legal e eu gostei dela e quero conhecer e a gente se conhece e ela não chega a me achar tão legal assim, já aconteceu até, eu acho ruim, claro, e fico magoadinha, mas não entro na bad. Não fico achando que tem algo de errado comigo, que ninguém nunca vai me amar, nem nenhum drama assim. Eu sei que há motivos pelos quais ela não gostou de mim e isso vai muito além de só quem eu sou. E tá tudo bem porque nem todo mundo vai gostar da gente. E isso não é porque não somos boas pessoas, ou engraçadas, ou sei lá o quê. É só porque é normal, mesmo. Tem gente que gosta e tem gente que não gosta, e tem gente que a gente queria que gostasse, mas não gosta e até dói. Mas/E a vida continua.

Acabei de pensar que a única explicação é que meu amor por mim envolve ver minhas falhas e aceitar elas, mas que isso não quer dizer que acho que as outras pessoas vão agir da mesma forma sobre elas. (obrigada por me proporcionar essa explicação, Luft <3)

Talvez eu não quisesse que certas pessoas lessem isso ou as outras coisas feias sobre mim que falei ali em cima, mas eu não vou descobrir esse "medo" de não ser amada e me isolar na casca, eu não tô feliz com isso e é aqui que eu vou começar a mostrar as partes feias e deixar que decidam o que fazer com isso. Um passo de cada vez. Eu não fui pra audácia à toa. Eu enfrento meus medos e tal :)


PROJETOS 2: CONTOS, REVIVENDO VELHAS HISTÓRIAS

Eu só sei de uma coisa que aconteceu quinta:

Morta de sono, com música alta no fone de ouvido pra tentar tampar o barulho da TV, eu abri o arquivo de um conto escrito em dezembro de 2014, comecei a ler e NOSSA. Não tava ruim e fazia mais de um ano que tinha escrito. Eu sempre odeio coisas que escrevi depois de um tempo. E ainda comecei a ver mudanças e detalhes para acrescentar que melhorariam tudo e o que poderia ser encaixado em partes que deixei pelas metades quando escrevi.

Quando vi era tarde eu tava cansada e metade dele tava editado. O Alfred tinha virado Leya, uma protagonista 10 vezes melhor, e tinha um plot twist sendo criado na minha cabeça.

Foi maravilhoso assim! E rápido. E engraçado é que foi bem no meio do dia de quinta que eu achei que eu devia era largar desse sonho de um dia virar escritora, porque a coisa não tá boa pro meu lado, não e aí PAH. Se isso não for um sinal de Deus eu não sei o que é.

Na sexta eu continuei o que tinha começado, a edição, primeira da vida, não comentei isso, mas sim, verdade. E ainda escrevi novos diálogos, mudei cenas e mudei de novo... Acho que não tô conseguindo falar muito detalhadamente porque na minha memória tá registrado como algo rápido, mas resumidamente é isso.

Eu encerrei ele sexta também. E por encerrar quero dizer, que depois de um tempo lendo tanto a mesma cosia não aguentei mais, vi que fiz tudo que tinha marcado pra fazer e pronto! Depois mandei ele pra pessoas lerem, o maior número de gente que já leu algo meu. Ah e é um conto de fantasia, única coisa que já escrevi de fantasia até o fim foi ele. Uma loucura.

Já no sábado eu resolvi abrir o arquivo do conto que eu estava escrevendo pro concurso do Supernovo que eu tinha fechado sem terminar, colocado numa pasta intitulada "merdas escritas" e fingido que nunca tinha acontecido. Eu li ele todo a noite, e outra vez, não tava ruim. Achei que estaria a pior coisa, mas não. As personagens são até legais e resolvi dar nomes pra elas que as meninas sugeriram , mesmo. Não, elas não tinham. Tava meio bagunçado a coisa toda e eu me perdia por causa da falta de nomes, mas na minha cabeça ele tava ridículo e quando comecei a ler vi que não era bem assim. 

Tava muito bom ler os diálogos e eu achei uma pena não ter final ahaha Fiquei querendo ter acabado ele em novembro, só não fiquei toda arrependida porque eu lembro que em novembro odiava ele. Provavelmente é porque a coisa toda tá meio sem propósito e apesar das cenas estarem legais tem algumas que não tem utilidade alguma. Só são legais de ler mesmo.

Mas isso tudo comprovou uma coisa que eu comecei a pensar na quinta, quer dizer, se eu consigo abrir essas coisas antigas e achar que estão boas, então, sim, eu escrevo bem. Precisa de melhoras e tudo, mas ainda assim. Eu não sei se em algum momento achei que não escrevia bem, sempre achei que  até tinha esperanças, com muito trabalho e esforço, claro. Mas no último ano foi meio complicado, então foi legal isso acontecer.

Claro que isso não resolve a coisa toda, o meu pensamento da quinta sobre largar mão de escrever não foi por causa do jeito que escrevo e sim, porque eu não ando criando histórias mais. Nada de ideias pra romances, plots que me envolvam. NADINHA. Criatividade tá baixa, e ela nunca foi TÃO alta assim. Vamos ver no que dá.


HELENA VAI PRA FACULDADE: NOTA DO ENEM

Uma coisa que aconteceu antes de eu fazer a ultima mudança no conto: ENEM.

Eu consegui ver minhas notas, até facilmente dessa vez, e a redação foi o maior tapa na cara, eu nem sei como isso foi acontecer. Minha nota foi ridícula. Minhas outras notas, sinceramente, achei que seriam melhores porque esse ano tive uma pontuação até boa (110). 

No fim minha média foi 616.2. E eu tinha planos que contavam com uma média maior, claro que talvez ainda dê pra conseguir algo legal no SISU ou no PROUNI e morrer sem saber o que fazer, mas eu achei que teria uma nota que me desse mais esperanças. Só que ao mesmo tempo que foi um tapa na cara, nem me afetou tanto (?) Como disse, escrevi depois e gostei do que escrevi. E eu quase esqueci de falar disso aqui...


UMA NOITE DE SEXTA NADA NORMAL

Depois de conto e ENEM, ainda na sexta tive uma breve conversas sore se comparar, coisa super tóxica, que até achei que desenvolveria aqui, mas já faz 1 hora e 40 minutos que tô escrevendo então gás tá acabando. Tive provas e mais provas de como pessoas podem melhorar nosso dia. (Teve dias essa semana que eu tava muito "pessoas: <3", a propósito).

E aconteceu algo que não acontecia a muito tempo, um sentimento que eu não sei se TODO MUNDO tem de não querer ir dormir, de querer aproveitar a noite até não poder mais. E eu ainda tava sentindo uns feelings que também não sentia há tempos, por causa de uns trechos de Begin Again que tava vendo. E o mais engraçado é que quando vi esse filme pela primeira vez ele não me despertou isso, ai fui ver uns trechos soltos e ~~feelings por toda a parte~~. 

Na cena em que eles tão ouvindo música e andando por NY, eu lembro que pensei "eu quero viver de todo coração".( sim esse tipo de frase tem marcado presença essa semana. Não falei muito delas, mas olha, foi uma atrás da outra). E foi maravilhoso. E ao mesmo tempo nem tanto assim. 

Ah, outra coisinha que tava esquecendo, acho que nunca falei sobre a teoria das almas gêmeas. Eu não sei se eu peguei ela de uma personagem minha, que eu escrevi dois parágrafos sobre e nunca mais abri o arquivo ou sei foi ela quem pegou de mim, mas isso que eu chamo de teoria é uma coisa que tem gente que acredita e que fala que toda pessoa não tem  uma alma gêmea e sim, várias almas gêmeas espalhadas pelo mundo. Afinal 7 bilhões de pessoas, e só uma alma gêmea? E se ela morar do outro lado do mundo? 

Enfim, eu não vou dizer que acredito, esse negócio de almas gêmeas e metades das laranjas (não, não a música do Fábio Junior) nunca foi algo que eu pensei o suficiente pra acreditar mesmo, mas é legal. Eu falo que já achei uma, e até falava que meu ex-crush tinha jeito de ser outra, mas nem conhecia, então não dei muita a razão a vozinha boba dizendo isso ahaha  MA so que rolou sexta foi que eu comecei a achar que eu tô em contato com outra há um bom tempo já e não tinha reparado. *chocada* E achar isso, me fez por essa suposta alma gêmea em comparação com a outra, e aí a outra não parece tanta coisa assim perto dela. *chocada²*

Não voltei a pensar no assunto, mas pode ser que eu já tenha encontrado duas almas gêmeas (!) e tenha uma outra que eu já achei que fosse, mas agora não sei mais. Almas mudam? cadê especialista no assunto?

Acho legal ressaltar que almas gêmeas não necessariamente precisam ser pessoas pelas quais você se apaixonam, nem nada. No caso nenhuma das duas foi. Tive só crush em uma, mas faz tanto tempo....

MIGUES, FOI TANTO FEELING NUMA NOITE SÓ QUE DEUS. Não vou dizer que foram ruins, não foram, mas nem todos foram a melhor coisa pra se ter as onze da noite de uma sexta.


Coisas aleatórias que rolaram e que quero dividir:


Na terça eu sai, e tenho amado sair, porque só tô ficando em casa essas férias e metade de mim tá bem com isso, a outra metade tá morrendo aos poucos *risos*. Sagita, já disse.  E olha que eu sai pra ir na nutricionista e comprar minha agenda, só.

Sobre nutricionista: Eu emagreci mais do que das ultimas três vezes que fui lá e foi ótimo porque tava começando a ficar cansada e principalmente poque foi bem nessa época de fim de ano com muita comida e tal. Eu nem sei bem como isso aconteceu, mas fiquei satisfeita. E ainda quero falar mais sobre esse negócio de emagrecer porque às vezes penso coisas sobre e quero fazer um texto, mas não ainda. Alguém me lembre caso eu esqueça, sim?!

Sobre ir na papelaria: gosto de minha mãe e meu irmão junto pra me darem opiniões, porque sou muito indecisa, mas não gosto porque eles ficam falando que sou muito indecisa e me apressando </3. É uma coisa louca de "nossa vai embora, me deixa sozinha. nossa vem aqui e me ajuda, por favor, nunca te pedi nada!" ahahha

Também  comi um bolo, na terça, que meu Deus do céu TAVA MUITO BOM. o único problema foi que eu meio que só pude experimentar. Foi um misto de <3 <3 com </3. Gente, eu AMO bolo de mercado (nem todos, porque teve aquele um daquele dia que quebrou meu coração, mas isso foi só uma má escolha de sabor). Foi um amor desenvolvido em 2015 que o plano é manter pra vida toda, porque nossa ajkdhagdagda Bolo de mercado >>>>>>>> (consigo nem ser muito racional sobre isso, como esse paragrafo bem mostra). Sabe, se você estiver por aí comigo e quiser me agradar me dê bolo de mercado. Vou te amar imensamente ahahah

Tá anotado que me senti especial, vai saber porque diabos, mas acho importante falar isso porque são aquelas coisinhas boas que fazem tanta diferença num dia. Também foi o último dia do ciclo de internet (que me fez de trouxa, mas detalhe) e eu ouvi todas as indicações de músicas salvas o mês inteiro, estava animada ao extremo e sei que queria abraçar o mundo naquela noite. Queria que tivesse durado mais. <3


MINHA AESTHETIC

“Minha” porque a Isa fez uma aesthetic pra mim, sim :) E tem Luft nela <3


Link permanente da imagem incorporada
Obrigada, Isa <3

DESABAFO:

Esse foi um post especialmente difícil de fazer, porque após escrito decidi mudar a estrutura dele e a organização, e meus amigos, fui só achar problema pra mim mesma, como se já não tivesse o suficiente no dia que as inscrições do SISU abriram. Então é quase uma vitória eu estar postando ele, e por isso tudo, peço que relevem qualquer erro de continuidade, trecho meio perdido ou mudança abrupta de situação. Grata! :) 

6.1.16

Diário Semanal 2 - Parte 2: 01 à 03/01 - Os três primeiros dias do ano...

... foram dias bons!Ótimos, inclusive.  Eu conversei, surtei um pouco, fiquei perdida, senti gratidão, espalhei amor gratuito, entrei num draminha de faculdade outra vez, li muitos post, vi um filme e fiquei bem, mesmo quando coisas não tão boas aconteciam!

***

Não ter anotado nada foi a pior decisão que tomei essa semana porque agora que estou desanimada pra fazer esse post não tem nadinha pra me animar. Uma morte horrível. E que faz com que seja difícil mudar pro novo estilo, já que não lembro os acontecimentos/pensamentos importantes para serem contados aqui. Fico triste de não poder fazer o post como o parte 1, porque realmente gostei dele. MUITO, mesmo. E teria ficado incrível. Pelo menos, eu acho que teria.

Então é isso, gente... AI MEU DEUS, não acabou o post ainda, não porque achei uma anotação de sábado, deixa eu mostrar pra vocês:

"IT IS A GOOD DAY" 

Agora, sim: Por hoje é isso. E eu nem mesmo vou dizer que o dessa semana vai ser um post decente ou se vai ter um, mas pelo menos eu tenho tentado anotar :) 

4.1.16

Diário Semanal 2 - Parte 1: 27 à 31/12

Bem vindos a primeira parte do segundo diário semanal!

"Como assim primeira parte, Helena?" É que fiz a seguinte baguncinha em relação ao diário semanal, dividi essa semana em duas, ou seja, essa primeira parte vai contar de domingo, dia 27, até quinta, dia 31, e a segunda parte que pretendo publicar logo no começo da próxima semana (tô escrevendo isso aos 45 min do segundo tempo de sábado) vai da sexta, dia primeiro, até domingo, dia 3. Porque dessa forma eu consigo separar os dias de 2015 e 2016 e fazer com que o primeiro dia da semana pro diário semanal passe a ser segunda. Lembra que comentei no último (e primeiro) diário semanal que tava pensando em colocar domingo no fim da semana porque não me acostumava com ele no começo? que pra mim a semana começava na segunda? Então, surgiu a oportunidade e eu agarrei ela! *olha as metas sendo cumpridas, GENTE!*

Esse post também pode ser meio bagunçado porque estive pensando em mudar a estrutura desses post da semana pra não ter a sensação de parecer uma guria de 11 anos contando a vida em um blog como mencionei antes (bem que se for o caso também, tá ótimo). Já imaginei como fazer agora, mas vou fazer as mudanças aos poucos, provavelmente nesse e no outro diário pra me adaptar melhor e ter certeza se é o que quero mesmo.

Dessa vez eu anotei os acontecimentos e pensamentos (que lembrei e) que achei mais relevantes essa semana, e vamos ver se me ajuda, ou se foi apenas tempo perdido. 

Fim dos avisos, acho eu. 

***

Culpo minha memória, mas às vezes, parece que tenho uma percepção estranha do tempo. Eu fui ler o diário 1 e minhas anotações que fiz pra ver como montar esse post e domingo parece que foi há um mês e não uma semana.  

Eu escrevo meus post em tempo real (?) e deixo todas os pensamentos que vou tendo, e depois até parecem meio sem lógica, então se esse post realmente sair esse paragrafo não fará sentido, mas eu não sei como fazer esse resumo. Não sei se pego tudo que anotei durante a semana colo aqui e seja o que Deus quiser, se largo mão. Tô sem saber lidar. E meu cansaço (dormi quase 10 horas, mas tô cansada. oe?) não ajuda em nada.

~tempo perdido em longos pensamentos e procrastinação absurda~

Ok, essa próxima parte vai ter que ser do jeito antigo do Diário Semanal, porque realmente quero falar dela:

Domingo (27/12):  Eu realmente cheguei no ponto mais baixo da minha montanha russa emocional no domingo. Eu tava realmente me sentindo estranha, ansiosa e desconfortável.


Parte da minha anotação:


"Domingo começou difícil, eu dormi meio mal, fiquei estressada por outros motivos e não consegui pegar no sono outra vez porque meu cérebro tava a mil por hora. Foi quando escrevi aquele negócio que postei no primeiro diário semanal. 

Eu acabei saindo pra caminhar/correr de manhã porque toda a situação com minha cabeça tava me fazendo mal e queria achar um jeito de me acalmar. Foi por ai que percebi que tenho medo de ter depressão, síndrome do pânico ou me tornar muito ansiosa (já sou um pouco). Acho que de manhã eu tinha chegado no fundo do poço, tinha acabado de vez de descer a ladeira.   

Eu me importo com minha saúde, sabe? Nada no nível desesperado, porque sou tranquilona até demais, mas me importo. Dormir bem, conta muito pra mim, porque isso influencia em como me sinto durante o dia e como me relaciono com as pessoas e com o meu redor. Acordar disposta tem sido raridade pra mim nesse semestre e sinto falta disso.  

Acabou que no meio da caminhada eu resolvi que eu devia ficar de boa e seguir a onda. Porque meu cérebro não ia me obedecer e lutar contra ia ser pior. Se ele queria acordar cedo e pensar no blog em post, no universo e tudo mais, deixa ele. Podia ser prejudicial, mas seria mais prejudicial tentar ir contra isso, coisa que eu não tava conseguindo."

Só que depois que eu passei por isso, almocei e deitei pra descansar (nunca vou saber se dormi ou não) as coisas começaram a dar uma guinada. Acho que é aquela história de que o bom de chegar no fundo do poço é que agora só resta subir de novo, pior não fica. E isso foi um pensamento que eu tive durante dezembro mais vezes do que teria pensado três meses atrás. 

Outro trecho:


"Meu domingo começou a melhorar com força. Fui pras internet da vida pra arrumar o post de 2015 e quando vi tava no twitter conversando com as gurias sobre signos e outras cositas e com outras páginas de blog e artigos, mapa astral pra ler. Eu tava bem. Eu tava ótima. O dia passou nisso. Só no fim da tarde revisei o post. Depois dai pra caminhar mais cedo porque o céu tava encoberto (<3) normalmente tenho que sair depois das sete, ontem as sete eu já tava tomada banho e de volta a internet. 

E a noite não parou por ai, teve mais twitter, teve eu escrevendo o diário semanal, fudendo com minhas costas e pescoço. Conversando no facebook. Isso tudo bêbada de sono, está até dificíl pra eu lembrar os mínimos detalhes. Só sei que foi o dia que mais fui dormir tarde. O que eu tava tentando não fazer, mas fui dormir feliz. Serio. Por baixo, do olho pesado, da sonolência e etc eu tava felizinha."

E minha conclusão foi que:  "O domingo pra mim foi ótimo. Teve momento ruim, sim. Quando eu fico nessa montanha russa, eles aparecem com frequência. Mas eu tô satisfeita com os outros momentos, então deixa isso pra lá."  *A otimista sagita de volta!*

Agora o novo jeito*!:

*não sei se isso vai parecer diferente pra mais alguém além de mim, mas tá, sim. 

Segunda (28/12) - vontade de chutar os baldes, vontade de sair de casa, terminar coisas, rotina: 

Vontade de chutar os baldes foi com o blog. Pois é, três dias após criar o Luft eu tava me questionando (de novo) porque fui fazer isso, afinal de contas ele tava tomando um tempão do meu dia (isso foi na segunda bem depois de ficar horas envolvida com o ultimo Diário Semanal). Eu sentia que tava perdendo tempo, que era férias e que eu definitivamente não queria ficar o dia na frente do computador e tal. Eu também não estava aguentando mais ficar em casa, e só em casa e acho que tudo culminou, estava cansada da minha rotina matinal que me impediu de fazer certas coisas na hora que queria fazer, meu sol (sagitário) tava com tudo, sim. "ficar em casa começou a me sufocar." (sendo uma tipica sagitariana, sim) 

MAS ao mesmo tempo eu não queria largar algo que tinha acabado de começar. Eu sei que disse que era uma tentativa de blog isso aqui, mas três dias? Há limites também. 


"Não estou satisfeita com as coisas que estou fazendo e não gosto disso.
Não ter o que fazer me deixa inquieta e isso me deixa ansiosa. Odeio as duas coisas." 

Eu ainda tava tendo pensamentos sobre desenvolver ansiedade (não sei se o termo correto é esse), não estava totalmente fora da montanha russa. Eu acabei saindo, mas não sei bem que dia isso rolou. 
Sobre estar satisfeita: não sei se estou satisfeita, mas  eu estou mais ok com o que estou fazendo. Não estou com problemas com o Luft também.E nos últimos três dias (sexta, sábado e domingo) estive menos inquieta. Por favor, que isso dure. 

Terça (29/12) arrependimentos, pessoas,  vontade de mostrar a arte:

Eu não sei se tinha comentado, mas na semana anterior eu estava super animada pra comprar uma agenda (a primeira da vida) e tinha que começar o ano com ela. Na segunda tinha me questionado se realmente queria e compensaria, na terça eu fui na papelaria, mas fiquei com frescuras, porque quase tudo feia, achei caro e sei lá mais o quê e quando vi tava em casa sem agenda nenhuma e o arrependimento bateu.  Eu não tava com esse negócio de sofrer de arrependimento fazia tempo e foi péssimo. (spoiler do futuro ahah vou voltar dia 5 na papelaria e outra vez não sei se compensa pra mim uma agenda)

Pessoas aconteceram na terça e foi ótimo. Um senhor de meia idade no mercado me fez ficar com a sensação de "pessoas: melhor coisa".  Estava na porta do mercado tomando chá, ele e minha mãe café e quando vi estávamos rindo com ele. <3 Uma mulher também me parou pra falar de chocotones e eu gosto quando as pessoas estranhas falam comigo assim porque sinto que pareço acessível para os outros. 
Na semana pessoas também aconteceram no domingo e como disse me ajudaram muito a sair do fundo do poço, então. Pessoas: <3 


Ainda na terça eu também senti vontade de ter algo que eu escrevi pra mostrar pras pessoas. Não me lembro de já ter sentido isso, porque morro de vergonha com alguém lendo algo que escrevi. Pensando bem, acho que publicar no Luft talvez tenha influenciado nisso. Tinha ficado achando que tinha sido apenas ler coisas que as meninas escreveram. E eu pensei em largar do Luft, que horrível que sou. 

Quarta (30/12) - Determinação:

Eu  me achei super determinada na terça quando tive que improvisar um lugar para caminhar/correr porque não podia fazer isso onde era meu costume. Me virei com o que tinha e fiz o que tinha que fazer. I can do it!

Foi um dia que acordei com vontade de escrever e já vou aproveitar a deixa pra falar que me senti confiante sobre escrever pra cá em alguns dias da última semana. Eu lembro que foi principalmente por causa de quando eu estava escrevendo o ultimo post desse, eu não sabia o que ia fazer, mas comecei e fui embora. Me deu uma confiança boa. Apenas abrir o blogger e escrever. 

Falando em escrever, eu já desenvolvi um daqueles rituais pra escrever pra cá. Só consigo se eu realmente estiver no editor do blogger, nada de word, celular... não.  Tem que ser aqui. E eu deixo pra cá. É o momento reservado, apenas.

Não sei porque mas deixei anotado que vi a retrospectiva 2015 e vi o começo do show do U2 (o começo, porque fiquei esperando mais, larguei mão e fui dormir). 

Quinta (31/12): 


"No último dia do ano eu fiz uma das coisas preferidas da vida, acordei e depois voltei a dormir [...] Sofri com um texto, ( o das metas) mas aprendi o poder da edição e do corte e parece que deu o mais certo possível. [...]Caminhei e corri na chuva [...]Fiz coisas pela primeira vez."

Fui determinada com minha caminhada outra vez pelo que podemos ver. 

O sofrimento com o post de metas foi porque acabei ficando com pé atrás sobre fazer metas e não cumprir E a decepção que isso poderia me trazer caso voltasse pra ler elas mais tarde. Tudo isso porque vi gente passando pela situação.

Eu também de alguma maneira acabei pesquisando sobe projetos fotográficos, e agora tô participando do #desafioprimeira do blog Primeira à Esquerda. Tem temas que , confesso, não sei como vou fazer, mas estou apenas indo em frente. Um dia de cada vez. Um tema de cada vez. Eu também tô querendo começar outros projetos fotográficos, mas não por agora, por motivos que irão fiar claro caso eu comece eles. Aguardem (mas não confiem).

Passei a virada de ano em casa, a ultima música que ouvi em 2015 foi Believe (<3) do Munford e Sons e a primeira em 2016 I lived, seguida por Impossible e Wild.

Minha virada de ano teve momentos estranhos. Antes, lá pras 22 horas eu fiquei morta de sono, achei que dormiria mesmo, mas depois o sono passou e eu só consegui dormir as três da manhã. Realmente não entendo como eu funciono, não. E isso foi só ma parte de tudo.


COISAS QUE TAMBÉM FIZ/ACONTECERAM DURANTE ESSA SEMANA:


  • Comprei bolo.
  • Duas pessoas me chamaram de linda.
  • Tirei um cochilo no sofá <3
  • O dia amanheceu chuvoso <3
  • Acordei com vontade de escrever posts.
  • Fiz coisas pela primeira vez.
  • Caminhei e corri na chuva
  • Sofri com um texto, mas aprendi o poder da edição e do corte e parece que deu o mais certo possível. 
  • Caminhei todos os dias fizesse chuva, fizesse sol. 



***
Acho que fazer esse post me fez perceber que anotar durante a semana não foi tempo perdido, afinal de contas. Mas faz três dias que não anoto. Quem vou me arrepender? 

2.1.16

Sobre pessoas especiais

Bom, pra começar o ano vai ter post cheio de gratidão, sim, que é pra atrair boas energias e, principalmente, porque eu quero mesmo.

Eu falei um monte de coisa no post sobre 2015, (vamos falar de 2015 outra vez, sim, foge do meu controle) mas aquilo talvez não tenha sido nem 1/3 da coisa toda. E não sei se ficou claro e não vou voltar lá pra ver se ficou, mas 2015 foi cheio de gente especial me fazendo bem de longe, que as internets da vida me apresentou. Gente que merece saber disso, e quero expressar minha gratidão e amor por elas aqui nesse post, mesmo ele não tendo ficado lá grande coisa.

***

 Dana, João, Felipe, Tino, Diego, Eduardo, Gih, Dani, Giulia, Isa, Paulo...

Essa é a terceira vez que tento fazer esse texto pra vocês, e espero mesmo que dessa vez dê certo porque merecem, e só tô tentando mais uma vez por causa do João, que me disse que era só falar o que coração mandava e do comentário da Dana, que me fez pensar "não mereço isso, mas DEUS, NÃO TIRA DE MIM"  "ok, eu vou lá fazer esse texto, SIM!". E eu só criei o Luft por causa do incentivo não intencional do Paulo que comentou sobre o Estação do Nada no natal e eu pensei que era o dia PERFEITO para criar um blog. Olha a influência boa!

Eu gostaria de fazer um grande texto que tocasse vocês e expressasse minha gratidão, mas tem sido difícil escrever nos últimos dois dias. Então provavelmente tudo que saíra será algo pequeno, mas é de coração.

Eu queria dizer que vocês são pessoas incríveis, muito importantes pra mim e que eu estou muito contente por tê-los conhecido, por nossas conversas e nossas trocas. Talvez eu já tenho dito pra vocês que me são especiais e isso soe repetitivo, talvez eu tenha deixado passar, não sei, mas saibam que estou agradecida.

Vocês são pessoas que eu só conheço (e admiro) de longe, que a internet (<3) me proporcionou conhecer. Pessoas MARAVILHOSAS, que já me ensinaram muito a própria maneira. Sobre movimentos sociais, escrita, ser gente decente (haha), gentileza, empatia, gratidão, amor... Me inspiram de tantas formas, ajudam nos dramas da vida, possivelmente sem nem saberem, deixam minhas manhãs ou tarde ou noite melhores, seja com conversas, músicas, e-mail, post, dicas, indicações...

Alguns de vocês eu conheci antes de 2015, mas acho que senti mais como vocês me são importante no ultimo ano, e talvez principalmente na última semana quando pensei sobre o ano (?).

Nem sempre dá pra conversar, nem nada, alguns eu não converso faz tempo, na verdade. Mas eu quero que saibam que sou muito grata por ter cada um de vocês, que vocês são especiais e que o mundo é um lugar melhor por vocês viverem nele. Não se esqueçam disso e não deixem ninguém dizerem que são menos do que maravilhosos!

E Dana, eu acho que tenho que agradecer a você duas vezes porque você foi a primeira que conheci e nossa, fez diferença na minha vida e muita, e você é responsavel direta ou indiretamente por todos os outros aqui. Os que são membros do ConversaCult <3 eu conheci mais pelas news e elas só existem porque você criou o CC. E a Gih que me apresentou as outras meninas eu só conheci por causa do grupo de escrita no Facebook em 2014 (melhor NaNo da vida <3) que tá ligado ao CC.

ConversaCult mudou minha vida pelo jeito, mesmo <3 <3 Como não amar?

Então, agora vou copiar algo que vi em um agradecimento uma vez num livro que não li, de um ator que nem curto, com licença:

Obrigada, Dana.
Thank you, João.
Merci Beaucoup, Gih.
Nui loa, Eduardo.
Arigato Gozaimasu, Felipe.
Muchas Gracias, Tino.
Grazie, Diego.
Dank, Isa.
Spasibo, Giulia.
Liels paldies, Dani.
Efharisto poli, Paulo.

E eu também quero falar da Laís e da Tati, vocês acabaram de chegar (meio que foi eu que cheguei, mas ok) eu praticamente não conheço nadinha de vocês, mas tenho vontade de ser amiga só de ver falando <3

Espero que em 2016 eu possa viver mais vocês! E depois de 2016 também, claro.

Sobre estar mentalmente exausta

Babados e Batdramas da semana (+ música boa) | ConversaCult