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9.12.18

Quando bate aquela saudade

Maria a tinha visto um ano atrás, também no sete de setembro.
Não por acaso insistiu com a família para alugarem com os tios a mesma casa de praia para o feriado deste ano. Ninguém sabia que um ano antes naquela noite que Maria voltou de manhãzinha antes de qualquer um acordar estava com a garota dona da casa vizinha. Não sabiam que elas tinham dormido na praia, perto das pedras altas e escuras do lado sul, porque estavam cansadas demais para se darem conta que estavam caindo no sono sobre um cobertor na areia depois de terem andado tanto e beijado tanto. Ninguém sabia de nada sobre aquele sábado perfeito antes de tudo acabar num domingo cinzento. Então não houveram desconfianças de seus motivos. 
E a própria Maria tentava não pensar que muito dos seus motivos giravam ao redor de uma mesma garota de olhos grandes e pretos. Ocupava-se com os outros, que não tinham a ver com ela: A praia com poucas pessoas; a sorveteria há alguns quarteirões de distâncias com o melhor milkshake de café com creme de avelã que ela já havia provado; as conversas com o primo Otávio que adorava tanto, mas via tão pouco; o café da manhã na mesa grande compartilhado com toda a família; as caminhadas com a mãe e a tia ao pôr do sol. 
No entanto, quando o carro parou em frente à casa e sua irmã mais nova saiu correndo, carregando a pelúcia de robô que havia ganhado no último aniversário, Maria não conseguiu evitar olhar para os vizinhos, perscrutar a entrada em busca de indícios da presença dela, mas não havia qualquer sinal de que haviam pessoas lá, de que ela estava lá. 
Percebeu que o feriado poderia se transformar em longos dias angustiantes na dúvida crescente se ela estaria ali, se a veria, como estaria...? Ainda teria os cabelos no ombro? Ainda poderia segurar sua mão? Entregar todos os beijos que passou o último ano querendo entregar? Ainda pegaria no sono cansada e acordaria outra vez ao seu lado, sem saber bem como aquilo havia acontecido? Encontraria seus olhos e pensaria que amava aquela garota que mal conhecia, e diria em voz alta sem pensar, mesmo sabendo que não poderia amar alguém assim tão rápido? 
Percebeu que estava com saudades de tudo e, enquanto puxava sua mala do porta malas cheio, desejou baixinho que houvesse uma segunda vez para elas.
 ***
Maria havia ficado sozinha na praia depois de Otávio ir tentar a sorte em conseguir alguma bebida da cozinha sem que seus pais vissem, com sorte o champanhe. Mas já fazia um tempo desde que ele havia subido e não voltara ainda. O sol havia se posto agora e a escuridão começava lenta e gradativamente a encobrir tudo. 
Maria não estava preocupada, no entanto, o dia havia sido longo e praticamente perfeito com seu primo na praia. Quase não pensou em sua vizinha, quase porque ela acabava aparecendo no fundo de sua mente quando menos esperava por conta de um sorriso, uma piada, um canto específico da praia.
Maria deixou a cabeça cair para trás até recostar na cadeira e ficou encarando o céu esperando as primeiras estrelas. 
Ela ouviu Otávio se aproximando e o barulho do seu corpo ao sentar-se ao seu lado.
— Conseguiu o champanhe? — um sorriso veio automaticamente, e sentiu que isso também pedia um pouco de esforço, estava mais cansada que imaginou.
Não houve respostas, mas uma risadinha veio logo. Maria voltou sua cabeça ao normal antes de conseguir ver a primeira estrela. Era ela ao seu lado, os olhos pretos pareciam ainda maiores e mais profundos, seus lábios desenhavam um sorriso sereno e Maria quis beijá-la, sem dizer nada antes, sem perguntar coisa alguma, sem acabar de absorver sua presença primeiro. O cansaço sumiu de seu corpo como se nunca houvesse estado.
— Oi! — Seus olhos estavam fixos em Maria como os de Maria nela. 
— Oi — se obrigou a dizer e tentou em vão parar de encará-la.
Maria olhou com mais cuidado agora, ela estava diferente do que se lembrava, os detalhes haviam sumido da sua mente nesse intervalo de um ano, percebeu. A pinta na bochecha, o espaço entre os dentes... havia se esquecido. O cabelo, no entanto, continuava o mesmo, em ondas caindo até os ombros. Sua pele estava queimada de sol, e as bochechas pareciam começar a descascar, mas na pouca luz era difícil ter certeza. 
— Quer mergulhar? 
— Claro— não precisou pensar para responder.
Maria tentou não encarar enquanto sua companhia tirava a blusa na cadeira ao lado, depois correram para o mar. O vento bagunçava os cabelos de Maria e isso a fazia rir. 
Depois, quando se beijaram na água seus lábios estavam salgados. Ia tudo dar errado, mas Maria não se importou com isso e sabia que para ela também não importava. A beijou outra vez, era só isso que importava agora. 

-Helena Guimarães
***


5.7.16

Nós já estamos em julho! ...?

Às vezes acontece de só repararmos algo que estava bem diante de nós para ser percebido quando uma outra pessoa comenta. Pelo menos, foi o que aconteceu quando, na semana passada, o médico da minha mãe me disse que o segundo semestre do ano passa ainda mais rápido do que o primeiro, numa conversa que começou comigo perguntando sobre os quadros de algumas cidades do mundo no consultório dele. Concordei imediatamente e fui percebendo provas ao longo dos dias que se seguiram pra afirmarem o comentário, mas jamais tinha formado essa conclusão na minha cabeça sozinha. Vai entender como os cérebros funcionam.

Nós já estamos em julho, mais especificamente na 27° semana do ano,  escrevo isso no dia quatro, o 186° dia de 2016. Já se foram seis fuckings meses, e ao mesmo tempo que parece que foi ontem que eu estava fazendo planos pra 2016, me perguntando o que ele me traria e me despedindo de 2015, parece que faz um milhão de anos desde o fim de 2015.

Por que nossa percepção sobre o tempo é tão confusa?

Tá, o que acontece é que eu queria falar coisas aqui no Luft que não sabia em que post enfiar e aí quando abri a newsletter da quinzena das Valkirias eu me lembrei que estava querendo falar sobre o tempo, sobre já estarmos no segundo semestre, sobre como assim o primeiro já acabou? E, magicamente, tudo fez sentido!

BLOG:


O Luft completou no último dia 26, seis meses de vida. Tão bebê, mas parece que faz tanto tempo que tô aqui, não parece? Coincidentemente ou não, na semana do aniversário dele eu tentei mudar seu theme, mas não deu muito certo no final. O que deu certo foi o header novo que tatii fez *pausa pra você voltar lá em cima e apreciar* e a mudança de cores, agora everything is blue! Com a benção de Halsey.



Não, não foi a música que me fez escolher essa cor, só associei a ela agora enquanto escrevo, na verdade eu pensei que luftmensch (pessoa que vive com a cabeça nas nuvens) tem tudo pra lembrar azul e como eu também adoro essa cor, ficou decidido!

PROJETOS:


DESAFIO

Fazia um tempo que tinha anotado de começar um desafio fotográfico, cujo nome certo me foge a memória, que consiste em tirar uma foto de si mesma todo dia durante um ano. Dia 30  eu achei a anotação e resolvi que começaria junto com o segundo semestre. Até agora tudo está indo bem. Também tenho alarmes no meu celular para não me deixar esquecer de tirar uma fotinha da minha cara todo dia. No final pretendo fazer um daqueles vídeos rápidos com todas as fotos, acho que devo me ajudar e começar a tirar fotos do mesmo jeito. Enfim, só estou divagando agora, vamos torcer pra que eu chegue no fim do desafio com minhas 365 fotos todas certinhas.

TERTÚLIA

Já falei da Tertúlia aqui e há uma caixinha pra você se inscrever ali na barra lateral, mas é um projeto que foi lançado no finzinho de junho, no dia 30 com a news de apresentação. Sinto que a coisa toda só vai começar de fato agora esse mês, então é parte do segundo semestre.

A Tertúlia é um projeto em que eu e as meninas do SA (grupo de escritoras do telegram) temos trabalhado muito, nos dedicado, tendo várias ideias ao longo do último mês e meio... Acaba que a gente fica ansiosa, torcendo pra dar tudo certo e só vou saber se vai dar mesmo agora. Eu espero que sim!

ESCREVENDO

Se você me acompanha no meu twitter deve ter me visto falando e falando e falando sobre estar editando um conto. Não viu? Então, eu estou editando um conto! O conto em questão eu comecei a escrever em novembro de 2015 por causa de um concurso que o Supernovo fez em que os ganhadores seriam publicados numa coletânea em formato digital. Fazia muito tempo que não escrevia nada e na época eu decidi tentar. Não me lembro por quê eu não acabei o conto ou desisti dele e da coisa toda. Salvei o arquivo numa das muitas pastas que ficam perdidas aqui nos meus arquivos e deixei pra lá.

Então julho começou, é camp nanowrimo, e mesmo que lá em maio eu tenha achado que tentaria participar com um começo de história que escrevi numa noite ouvindo Katy Perry, eu não estava participando, nem a fim de tentar. Mas no dia primeiro eu fiquei com vontade de escrever. Tinha pensado sobre esse conto nos dias anteriores por causa do Mês Literário que está rolando agora no blog da Giu e acabei abrindo o arquivo e tentando algo. Era tarde e só tive tempo de escrever uma frase, uma que adorei, a propósito. Depois a  noite eu acabei o que faltava para concluir e decidi que começaria a editar.

Comecei no dia 2, sábado, e ontem a noite, domingo, depois de editar em boa parte do dia e do começo da noite, eu conclui a primeira edição. Digo primeira, porque ainda preciso arrumar incoerências que deixei passar e filtrar melhor a coisa toda. Fazer mais ajustes, trabalhar melhor nos diálogos, ver se tudo funciona...  Editar é um processo difícil. Mas pretendo acabá-lo, tanto o processo quando o conto, e quem sabe escrever pra cá falando sobre como foi. Espero me lembrar de tudo pra que saia um bom post pra vocês!

Façamos uma roda de oração por mim ahahah

RESOLUÇÕES PARA  2016

Então que em dezembro eu fiz um post com resoluções para o ano que estava prestes a iniciar. Agora lá se foi metade dele. Voltei nesse post esses dias atrás enquanto dava uma olhada nos textos antigos em busca de um gif (longa curta história sem graça que pouparei vocês), não estava nele e tudo bem. Mas acabei descobrindo que não lembrava de duas das minhas resoluções mais. É, bem que eu esperava.

Sabe, que minhas resoluções são difíceis de avaliar quando se tem a minha memória e atenção nas coisas a longo prazo, não é novidade. Então embora eu saiba que tenho tentado fazer coisas viver pessoas e que estava melhor nisso no começo do ano, estou em dúvida sobre como estou nas outras duas.

Não sei, não vou dizer que começarei a me esforçar e prestar atenção nelas agora, porque estou com a cabeça em outros lugares, mas eu espero que em breve eu posso me dedicar mais a elas. Porque além de resoluções para esse ano elas também são coisas que quero pra mim, a curto e longo prazo.

LISTAS

Se vocês andaram acompanhando os episódios anteriores da minha vida nesse blog sabem que tive uma época totalmente louca das listas e que tenho algumas abertas. São elas: 101 coisas em 1001 dias, 18 coisas para se fazer antes dos 18, Nuncas para serem mudados (por causa de um item da 101/1001) e deve ter mais, mas não tô lembrando agora (Deus). Bem, assim como as resoluções, elas estão fora do meu foco, mas não posso cair nas estáticas de pessoas que não cumprem a 101/1001. Como lidar? Onde estão as migas que entraram nessa comigo/andaram me ajudando? Preciso de reforços!

MAIS:

FACULDADE 

Embora faculdade tenha passado muito longe dos meus pensamentos, quando estava escrevendo a introdução falar em semestres acabou me lembrando dela. Bem daqui a pouco menos de um mês estarei começando meu segundo semestre, continuarei com apenas uma das disciplinas que tive no primeiro (Contabilidade Introdutória I), e embora ainda saiba que terei direito, será outra área. Então sim, apenas uma disciplina continuará. Não sei bem o que esperar, nem quais serão as disciplinas, mas tenho quase certeza de duas. Minhas apostas estão em psicologia (yeah) e matemática financeira. Enfim, eu espero que tudo dê certo, que eu goste delas, que minhas notas continuem boas e que se espelhem nas notas do meu primeiro bimestre!

Acho que também posso precisar de torcida aqui ahahah

CONCLUSÕES:

Julho tem me lembrado janeiro. E não sei o quanto gosto disso. Assim como o primeiro semestre, janeiro começou muito bem, mas depois desceu e subiu na montanha russa da minha vida, descendo muito mais que subindo e sei lá. Mas tá, *pare de pensar nisso, cérebro*

Não consigo ter certeza se falei tudo que queria, mas com certeza, falei mais do que esperava quando comecei. Eu adorei muito muito fazer um post falando da minha vida assim, afinal fazia bastante tempo desde que escrevi seguindo esse estilo para cá, nem sabia que sentia saudades. E espero que vocês tenham aproveitado! Obrigada se chegou até aqui comigo e qualquer coisa comente aí embaixo, você pode falar sobre o post, das suas impressões sobre o tempo, do primeiro semestre ou do segundo. Ou qualquer outra coisa. Você que decide!

Até mais ver.

-hp

24.6.16

Um guia não oficial sobre newsletter + autopromoção da (minha) newsletter colaborativa

Da mesma criadora de um guia não oficial sobre crush, sucesso de visualizações, apresentamos um guia não oficial sobre Newsletter!

Se vocês não sabem, deveriam saber que minha filha, a newsletter Tertúlia, está aberta para inscrições (mais informações no final do post) e a partir daí a história é a mesma que com o termo crush: não sei como resumir quando perguntam. E pergunta muito o que é uma news. Dessa vez também houve minha mãe. E "vou fazer um post pra isso, ai quando a pessoa perguntar *pah* mando o link !!!!! pera, que depois explico direitinho, mãe"... 7 horas depois, minha mãe não sabe o que é uma newsletter. Mas saberá, e vocês também!

Assim nasce mais um post no Luft!



As newsletters foram criadas para serem boletins informativos. Um resumão do que teve, o que bombou mais em determinado período num site, e em alguns casos possuíam conteúdo especial pro assinante. Mas como todo pokemón evolui, eis que chegou a época em que elas se tornaram uma maneira de blogar *!!!* Com o diferencial que agora o post chegava no seu e-mail, ao invés de você precisar ir até o blog. Pra muita gente isso é facilidade.

Eu conheci o conceito de news (apelido pros íntimos) com o  ConversaCult lá em 2014, toda semana um membro da equipe escrevia um texto que era enviado ao meu e-mail juntamente com indicações de post do blog, músicas etc. Às vezes o conteúdo era mais pessoal . Quase sempre. Era uma espécie de versão de blog pessoal do CC e eu adorei.

Depois eu conheci a news da Aline Valek, que era mesmo um post de blog no meu email, cheio de analises, indicações e novidades.

E então 2016 e as newsletter explodiram! Estou assinando várias, acompanhando 9,5. NOVE NEWSLETTERS E MEIA. Também sou a louca das newsletters, vamos ter que atualizar certa bio. O texto cheio de história e indicações da Anna Vitória foi um marco, pelo menos pra mim quando o assunto é news. Eu assino algumas daquelas newsletter, graças a ela, e a dela própria é meu amorzinho. <3 Obrigada, Anna!

Resumindo de forma fácil, as news se tornaram um jeito de blogar por e-mail. De oferecer conteúdo de forma mais privada, talvez mais segura, e de receber mais respostas do seus leitores. É diferente fazer um comentário, e receber a resposta ali na sua caixa de entrada. É tão mais pessoal, já fiz diversas amizades, é uma coisa linda de se ver.

E é fácil fazer parte desse mundo também, você só precisa de uma tesoura sem ponta colocar seu nome e e-mail num formulário, confirmar a inscrição e então esperar a magia acontecer.

"A maioria das newsletters que eu assino são bem pessoais: às vezes a pessoa escreve sobre algo que aconteceu naquele dia, uma crônica, resumo da semana, compartilha links legais e faz algumas reflexões. Quase como, ou exatamente como, um blog pessoal, desses old school que todo mundo adora dizer que estão morrendo." - Anna Vitória no texto citado acima.

E no meio disso tudo, eu e mais seis amigas criamos a Tertúlia!




As amigas: Isa, Giu, Tatii, Gih, Laís, Dani e eu. (nos link você pode ler nossas mini apresentações.)

A Tertúlia: Uma newsletter colaborativa semanal de temas cíclicos pra falarmos de cultura pop, criatividade, criação, a vida o universo e muito mais. Falamos muito de muita coisa e não seria diferente numa newsletter nossa.

As inscrições foram abertas ontem, num dia maravilhoso de quinta-feira, em que não estava em casa e que fiquei sem internet se condições de surtar com as migas e fazer barulho no twitter. Mas elas foram abertas mesmo assim e agora todo mundo sabe o que a Tertúlia é e pode participar dessa conversa com a gente, porque felicidade boa é felicidade acompanhada! (pra fazer sua inscrição e receber um e-mail nosso todo quinta-feira a partir da próxima semana clique aqui!)

Agora que você já sabe o que é uma news e o que é a Tertúlia, quero falar sobre coisitas mais pessoais.

Eu adoro criar coisas, adoro novidades e embarcar em projetos... A Tertúlia é uma mistura de tudo isso, com o diferencial de que é um projeto com as migas. E isso é muito legal. Trabalhar em grupo não é fácil pra minha pessoa, mas tudo tem dado certo e resolvemos as coisas nas nossas conversas com muito carinho rolando entre nós e para a Tertúlia. And i think that is beautiful. assim como a Tertúlia. Ah, eu sou bem aquela mãe coruja em alguns dias e bate uns orgulhos do nosso projeto e fico gritando isso por aí, sorry not sorry.


Então, espero que você se inscreva e goste do que estamos preparando! Eu estou empolgada, faz tipo um mês com tudo isso e está cada vez mais pertinho de realmente, acontecer. Quero dizer, parecia que o dia das inscrições nunca ia chegar, mas chego, vamos esperar por todas as boas surpresas que essa news pode nos trazer!


Dá pra saber mais sobre a Tertúlia na página do Facebook e no Twitter.

28.12.15

Diário Semanal 1: 20 à 26/12 - Férias, projetos, montanhas russas e limões.

O Diário Semanal é onde eu vou contar como foi minha semana (desculpem a explicação do óbvio), o que teve, o que não teve, ou melhor, o que eu lembrar que teve e não teve e mais alguns pensamentozinhos!

Esse tipo de post seria chamado de "Resumo Semanal" - porque não sei ser muito criativa com nomes, a menos quando a bendita inspiração vem -, mas comecei a escrever e não parecia um resumo, então chamei de diário e ficou! Tudo rápido, fácil e espontâneo. A vida devia ser mais assim.

Eu tinha passado a semana retrasada (anterior a que esse post vai se referir) pensando que dia 20 seria o dia que finalmente iria descansar. Todos os compromisso de dezembro teriam chegado ao fim(!). Se bestasse os roteiristas da minha vida colocariam pra tocar Queen "WE ARE THE CHAMPIONS, MY FRIEEEND" e tal. Eu teria sobrevivido a semana mais cheia do meu ano.  Passado pela segunda fase da UNESP, chegado sã e salva de São José do Rio Preto, ido na nutricionista no dia seguinte (quarta), ido até a cabeleireira e a casa da guria da minha [antiga] sala pra resolver coisas na quinta, buscar o vestido e comprar o que faltava pra formatura na sexta e no sábado enfrentado um dia de ir e vir entre minha casa, salão, casa de não sei quem, cabeleireira e finalmente. FINALMENTE. teria passado pelo jantar da formatura, entrado ao som de I Lived (<3) e em seguida o baile.  

Agora sim, após a contextualização, eu vou falar da semana que esse resumo se refere, essa que acabou e que teve três domingos, (pensando seriamente em contar as semanas começando pelas segundas (<3) porque até hoje esse negócio de começar no domingo não é natural pra mim).

Domingo (20/12): Mesmo que pra mim os dias só comecem depois que durmo e o sol nasce, tecnicamente eles começam assim que o relógio marca 00:00 horas. E a meia noite de domingo, dia 20, eu estava no baile da minha formatura - suada, com umas coisas ridículas na cabeça e uma gravata com cartas de baralho em homenagem as manhãs jogando truco -, toda a pompa do jantar tinha ficado para trás, metade dos meus colegas de sala estavam se embebedando e dançando, minha amiga tinha ido embora e a outra tava com o namorado. O DJ deu a louca e começou a tocar funk, exatamente após falar que estava proibido de tocar (o.O até hoje não entendi) eu que já não tava afim de dançar (dura como uma porta), fui sentar com meu irmão e um primo distante nosso, porque ir embora não era uma opção mais. 

Fiquei sentada com esse primo conversando sobre dieta, exercício, (não) mudança de comportamento, aspectos da vida e etc pelo resto da madrugada. Foi maravilhoso e quebrou a imagem de três anos atrás que tinha dele que não era das melhores, por cima reconstruiu uma de pessoa ótima. Ou seja, minha semana começou com conversas, leve isolamento social e um bom primeiro abraço e quebra de imagens erradas. Não falarei sobre chegar em casa de madrugada sentindo lixo e com maquiagem preta na cara. Pouparei vocês. 

Isso tudo foi há uma semana, mas parece que foi há um mês. A última semana é um borrão na minha mente. Bem que todas são, mas enfim.  

Troca o "We" por "She" e tudo certo